Duetos - Jorge Palma com Sérgio Godinho, Cristina Branco & Mafalda Veiga (letra)
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Duetos - Jorge Palma com Sérgio Godinho, Cristina Branco & Mafalda Veiga (letra)
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0:01 - Jorge Palma & Sérgio Godinho - Frágil
4:18 - Jorge Palma & Cristina Branco - Estrela Do Mar
8:21 - Jorge Palma & Mafalda Veiga - Tatuagens
__ Frágil __
Letra e música: Jorge Palma
Lançamento original: 1989 — álbum Bairro do Amor
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil, sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil, sinto-me frágil
Frágil, esta noite estou tão
Frágil, frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar in
Mas estou-me a sentir out
Frágil, sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil, sinto-me frágil
Frágil, esta noite estou tão
Frágil, frágil
Já nem consigo ser ágil
__ Estrela do Mar __
Letra e música: Jorge Palma
Lançamento original: 1984 — álbum Asas e Penas
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia sozinho ao relento
E ali longe do tempo acabei por dormir
Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara sardenta encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ela riu-se e disse baixinho estrela do mar
Sou a estrela do mar
Só a ele obedeço, só ele me conhece
Só ele sabe quem sou no princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim
Não se era maior o desejo ou o espanto
Só sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar
Em silêncio trocamos segredos e abraços
E escrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são poucos ou nada para a estrela do mar
Estrela do Mar
Só a ele obedeço, só ele me conhece
Só ele sabe quem sou no princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim
__ Tatuagens __
Letra e música: Mafalda Veiga
Lançamento original: 1999 — álbum Tatuagem
Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti
Fazer pintura de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar
Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão
Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti
Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar
Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim
Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão
“Música feita em Portugal”
Criei este canal apenas para divulgar a música nacional, a língua portuguesa e a cultura lusófona. A seleção do repertório reflete uma opção estética meramente pessoal. Como não pretendo obter qualquer rendimento com os vídeos, todos os benefícios são rentabilizados pelos "proprietários dos direitos de autor".