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A farsa da Trindade como uma Revelação Progressiva.

Momento da Unicidade de Deus

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A farsa da Trindade como uma Revelação Progressiva.

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Momento da Unicidade de Deus
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Acesse a matéria completa em: https://momentodaunicidade.blogspot.com/ Se você já se debruçou sobre as visões proféticas do Antigo Testamento, é muito provável que tenha parado para refletir sobre o famoso capítulo 7 de Daniel. Ali, o profeta contempla uma cena celestial grandiosa: o Ancião de Dias assentado em Seu trono e, aproximando-Se d’Ele, "um como o filho do homem" recebendo domínio, glória e um reino eterno. Para muitos leitores desavisados — ou influenciados por dogmas posteriores —, essa cena pode parecer, à primeira vista, a interação entre duas pessoas distintas na Divindade. No entanto, quando analisamos o texto sob a luz do unicismo e da kenosis radical, compreendemos o motivo pelo qual Daniel ficou profundamente perturbado e espantado com o que viu (Dn 7:15, 28). O profeta judeu estava diante de uma revelação que seu tempo ainda não podia decifrar completamente. Faltava a ele a chave mestra que só o Novo Testamento traria: o princípio da revelação progressiva. 1. O Espanto de Daniel e a Mente Unitarista do Antigo Testamento Como um judeu fiel, Daniel foi educado no monoteísmo estrito do Shemá: "Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Dt 6:4). Ele certamente conhecia as profecias do seu contemporâneo Ezequiel, onde Yahweh declarava de forma categórica que Ele mesmo, em pessoa, viria buscar, apascentar e fazer repousar as Suas ovelhas (Ez 34:11-16). No entanto, ao ver o "Filho do Homem" recebendo adoração e autoridade eterna diante do "Ancião de Dias", Daniel entrou em perplexidade. Como conciliar a unicidade absoluta de Deus com uma figura humana investida de tal glória? Daniel não compreendeu perfeitamente a visão porque lhe faltava o conhecimento daquilo que o apóstolo Paulo, séculos mais tarde, classificaria como o ápice da fé cristã: "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória." — 1 Timóteo 3:16 Sem o conceito da kenosis radical — o ato pelo qual o Deus Único e Invisível Se autolimitou e assumiu a forma humana —, Daniel contemplou os papéis representados na visão (a divindade transcendente e a humanidade messiânica) como se fossem figuras separadas. 2. A Kenosis e a Unidade de Deus A chave para entender a visão de Daniel sem cair na heresia da pluralidade de pessoas em Deus está na kenosis (o esvaziamento divino). • O Ancião de Dias representa a glória, a eternidade e a transcendência do único Deus (o Pai). • O Filho do Homem representa esse mesmo Deus operando em Sua dimensão humana, manifestado na carne para cumprir a redenção e vencer o inferno e a morte. Jesus não é uma "segunda pessoa" que estava ao lado do Pai no trono; Jesus é o próprio Yahweh que Se esvaziou de Sua glória visível e assumiu a condição humana. O "Filho" é o Deus invisível tornado visível. 3. A Revelação Progressiva: De Daniel a João A beleza das Sagradas Escrituras reside na harmonia da revelação progressiva. O que Daniel viu em sombras e símbolos, os apóstolos do Novo Testamento contemplaram em plena luz. Quando o evangelista João escreveu o Apocalipse e o seu Evangelho, ele já não tinha dúvida alguma. Ele declarou abertamente que o Verbo era Deus e Se fez carne (Jo 1:1, 14). Em Suas visões em Patmos, João contempla Jesus aplicando a Si mesmo os títulos exclusivos de Yahweh: o Primeiro e o Último, o Alfa e o Ômega, o Todo-Poderoso (Ap 1:8, 17-18). Conclusão: O Único Deus Glorificado O espanto de Daniel não nega a divindade de Cristo — pelo contrário, confirma a limitação do entendimento humano antes do cumprimento do tempo. As visões de Daniel e João não mostram dois deuses dividindo um reino, mas revelam o plano glorioso da salvação: o mesmo Yahweh que prometeu vir pessoalmente em Ezequiel 34 é o Jesus que habitou entre nós, venceu a morte e hoje reina supremo. A Bíblia não se contradiz. Ela progride até que o mistério seja plenamente desvelado: Deus se fez homem, e Seu nome é Jesus! Referência Bibliográfica: NASCIMENTO, M.V.R. (2020). Santíssima Trindade, quase dois mil anos de engano religioso. Joinville: Clube de Autores.