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Neuroeducação para quê?

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Neuroeducação para quê?

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O Século XXI trouxe transformações consideráveis para a compreensão das relações biológicas, psicológicas, sociais e espirituais na constituição das humanidades. Em que cada vez mais o diálogo e a dialética entre diferentes conhecimentos cientificamente validados pelas academias e outros conhecimentos socialmente convencionados vem apontando para a urgência do reconhecimento e do equilíbrio dessas dimensões humanas na busca de um bem-estar amplo, de uma qualidade de vida e de uma cidadania ativa para o coletivo. Daí o surgimento de uma concepção conceitual e prática – a Neurociência, um saber em construção permanente que nos leva a repensar e replanejar as ações para a aprendizagem humana e para o desenvolvimento integral do sujeito em suas atividades de vida diária, sejam elas atividades intelectuais, físicas, sociais, políticas, entre outros. Neste momento, você já deve estar se perguntando: E que concepção é essa? O que é Neurociência então? Ela pode ser compreendida como um conjunto de conhecimentos (ciências médicas, psicológicas, biológicas, sociais etc.) que se ocupa em estudar o sistema nervoso central e periférico, visando desvendar seu funcionamento, estrutura, desenvolvimento e eventuais alterações que sofra ao longo do processo de vida e de envelhecimento. Agora, em posse dessa definição, ouvimos muito esse prefixo (Neuro) aparecendo cada vez mais relacionado a diferentes segmentos do conhecimento, mas o que este prefixo traz de contribuição. O que muda na prática? Hoje são muitas as áreas de conhecimento que levam em consideração o impacto do ambiente, da nutrição, da fé, da propaganda para uma vida saudável, plena e ativa. Quando falamos por exemplo em neuromarketing ou neuroarquitetura, há uma ressignificação de conhecimentos tradicionais, com vistas a impactar positivamente em como o sujeito se relaciona com as coisas. E até se discute, pela Neuroengenharia, o desenvolvimento de tecnologias para a substituição de órgãos humanos. E tudo isso se dá, frente ao reconhecimento do cérebro humano como receptor, processador, impressor e criador de novas experiências humanas. Nesse sentido, hoje já até existem estudos voltados a Neuroespiritualidade – como a fé, a religião ou uma doutrina pode ressignificar a vida do sujeito até do ponto de vista físico. E aqui beiramos a compreensão do milagre. Mas o que essa bagagem de compreensões quer dizer? Que hoje sabemos que o cérebro humano tem o potencial de aprender ao longo de toda a vida, seja na infância, adolescência, vida adulta, ou velhice. Que este cérebro por meio do que se conhece como plasticidade cerebral, tem o potencial de se refazer e maturar ao longo de toda a vida, por meio de podas neurais e novas sinapses, sabe-se hoje que do ponto de vista cognitivo-emocional não morremos com o mesmo cérebro que nascemos o que justifica nos percebermos tão diferentes ao longo de toda a vida. Então é por isso, por este reconhecimento do cérebro ser aspecto fundamental para a aprendizagem, que se fala em Neuroeducação? Isso mesmo. Assim como outras áreas do conhecimento, que já foram citadas. A educação cada vez mais, vem se aproximando do conceito Neuro. Sejam no reconhecimento de uma neuroaprendizagem ou ainda ao se desenvolver programas educacionais com estímulos didático-pedagógicos adaptados as necessidades do saber do sujeito, saberes cognitivos, socioculturais e emocionais. A Neuro educação é uma área de conhecimento que revela questões como as 4 dimensões (cerebral/cognitiva/social/emocional) da aprendizagem do sujeito, os diferentes esquemas do aprender, as diferentes inteligências, estilos de aprendizagem etc. Oferece teoria, recursos e técnicas para intervir diretamente na aprendizagem do sujeito, potencializando ganhos. Diante disso, Neuroeducação, para quê? Qual o sentido dessa união? Neurociências e Educação? Primeiro entender educação como ciência. Implica reafirmar seu constante devir, uma ciência construída com saberes e práticas acumuladas ao longo da história da humanidade, que perpassa diferentes conhecimentos em diferentes momentos históricos e que assim como o mundo, as coisas e os seres estão em constante evolução, a educação também está. Saber que à medida que o mundo se redescobre diante de desafios a educação que é inerente à vida também passa por esse refinamento. Então ao se falar de Neuroeducação, aponta-se discussões e caminhos mais alinhados ao sujeito desse tempo. Sujeito que aprende de formas diferentes, que tem a oportunidade de estar em diferentes ambientes de aprendizagem, com diferentes estímulos de saber, portanto precisa ter uma prática educativa que acolha e potencialize esse novo sujeito, ainda em processo constante de construção e reconstrução. Para maiores informações sobre nossos cursos acesse nosso site: www.rseducacao.com.br/cursos.php Inscreva-se em nosso canal e nos siga em nossas redes sociais: www.instagram.com.br/rs.educacao www.facebook.com/rseducacao