Futuro Distante (Clipe Antecipado)
Mano Syntax
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Futuro Distante (Clipe Antecipado)
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Mano Syntax — Futuro Distante (Clipe Antecipado)
"Futuro Distante" é o meu primeiro single — uma viagem de volta pros anos 2000. Uma época de internet discada, MSN piscando de madrugada, Need for Speed no PS2 e o sonho do amanhã desenhado num caderno. O irônico do futuro é que ele vira passado sem a gente perceber.
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LETRA:
FUTURO DISTANTE
Yeah...
2000 e pouco...
Tela azul, CD riscado...
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Mas a gente nem sabia esperar.
Eu vim do futuro que ficou pra trás,
Do neon na cidade e dos sonhos digitais,
Gravei meu nome num CD-R,
Se o mundo vai cair, deixa o grave bater.
MSN piscando, “oi, sumido”,
Play 2 ligado, madrugada sem juízo,
Tênis no asfalto, rádio no talo,
Y2K na alma, 2000 no rádio.
Eu vim do futuro que ficou pra trás,
Com um sonho impossível e uns pixels a mais,
Se tudo desligar, eu vou lembrar:
A gente era o futuro antes dele chegar.
Windows carregando, modem fazendo barulho,
Internet discada e eu achando aquilo absurdo,
Nokia na mão, Snake na tela,
Um toque polifônico e já era festa.
Orkut lotado, scrap de madrugada,
Fotolog com flash, câmera estourada,
Winamp tocando, “The Matrix” na TV,
A cidade parecia um filme em 3D.
DVD pirata, locadora no sábado,
Controle com fio, memory card lotado,
GTA no mapa, NFS Underground,
Neon refletindo quando o carro passa.
Calça larga, corrente, boné virado,
Tênis gigante, futuro cromado,
A gente desenhava o amanhã no caderno
Com caneta prata e sonho futurista eterno.
E ninguém sabia
Que aquilo ia virar memória,
A gente só vivia
Como se amanhã fosse outra história.
Eu vim do futuro que ficou pra trás,
Do neon na cidade e dos sonhos digitais,
Gravei meu nome num CD-R,
Se o mundo vai cair, deixa o grave bater.
MSN piscando, “oi, sumido”,
Play 2 ligado, madrugada sem juízo,
Tênis no asfalto, rádio no talo,
Y2K na alma, 2000 no rádio.
Pager, flip phone, câmera VGA,
Um milhão de pixels? “Mano, isso vai bombar!”
Pen drive de 128 era tecnologia,
Hoje cabe o mundo inteiro numa galeria.
Bluetooth mandando música de celular,
“Passa essa foto aí” — demorava pra chegar,
MP3 player com bateria no fim,
Mas eu tinha quinze músicas e todas eram hit pra mim.
Cartaz de revista, pôster na parede,
Computador bege com CRT que parecia uma TV,
Screensaver dançando, planeta girando,
E eu jurando que o século ia ser voando.
Robô, carro voador, cidade holográfica,
Jaqueta prateada, estética cinematográfica,
Disseram “o futuro chegou” — talvez chegou mesmo,
Só esqueceram de avisar que ele ia ser tão complexo.
Connection lost...
Mas eu ainda tô aqui.
Reconnecting...
Com tudo que eu vivi.
Se o futuro é agora,
Por que parece tão distante?
Talvez a nossa infância
Fosse mais futurista que o instante.
CD girando, luz piscando,
Bass tremendo, mundo travando,
Pixel quebrando, tela brilhando,
2000 no peito, sistema reiniciando.
Sem streaming, sem algoritmo,
A música vinha no rádio e fazia sentido,
Sem feed infinito roubando atenção,
Cada foto tinha espaço no coração.
Eu vim do futuro que ficou pra trás,
Do neon na cidade e dos sonhos digitais,
Gravei meu nome num CD-R,
Se o mundo vai cair, deixa o grave bater.
MSN piscando, “oi, sumido”,
Play 2 ligado, madrugada sem juízo,
Tênis no asfalto, rádio no talo,
Y2K na alma, 2000 no rádio.
Eu vim do futuro que ficou pra trás,
Mas ainda carrego aqueles sonhos digitais,
E se perguntarem onde eu quero chegar...
Eu quero voltar sem precisar voltar.
System shutting down...
...
Are you sure?
Não.
Deixa tocar mais uma.
#trapbr #y2k #nostalgia #futurodistante