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O Menino do Agreste

Zero Kelvin

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O Menino do Agreste

5 просмотров · 6 дн. назад
Zero Kelvin
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Nas terras secas onde a sede castiga, Brotou o sonho de um caminhar valente, A retirante caravana amiga Levou o menino rumo a outro batente. Da lama cinza ao chão de ferro e brasa, A calosidade moldou sua casa 👍 Like no video 💬 Compartilhem suas idéias nos comentários 🔔 Se inscrevam para mais músicas e lançamentos. Prompt/ Estilo :IAlt-rock, warm analog tape saturation; intimate male lower-register vocals with a restrained chorus lift; fingerstyle acoustic guitar arpeggios opening into subtle strings and gentle drums; warm, slow 85 BPM ballad pulse Lyrics: Nas terras secas onde a sede castiga, Brotou o sonho de um caminhar valente, A retirante caravana amiga Levou o menino rumo a outro batente. Da lama cinza ao chão de ferro e brasa, A calosidade moldou sua casa. Eis o clamor que o povo batizou: A voz do humilde que a história escutou! Do chão de fábrica à glória do altar, Ninguém calou quem nasceu pra lutar! Entre as engrenagens da grande metalurgia, O punho firme ergueu-se contra o vento, A massa operária viu a luz do dia Romper as trevas de um cruel momento. A greve estancou a máquina potente, E fez nascer o líder da nossa gente. Eis o clamor que o povo batizou: A voz do humilde que a história escutou! Do chão de fábrica à glória do altar, Ninguém calou quem nasceu pra lutar! A rampa subiu com o manto da esperança, O retirante virou o grande guia, Trazendo no peito a terna lembrança De quem tem fome e chora na agonia. O prato cheio mudou o destino, Erguendo a mesa de todo nordestino. Eis o clamor que o povo batizou: A voz do humilde que a história escutou! Do chão de fábrica à glória do altar, Ninguém calou quem nasceu pra lutar! Mas a tempestade armou sua cilada, Vieram as grades, o exílio interior, A calúnia tentou paralisar a caminhada, Trancando a esperança sob o desamor. Porém a verdade que o tempo desata Não morre no cárcere, nem se maltrata. Eis o clamor que o povo batizou: A voz do humilde que a história escutou! Do chão de fábrica à glória do altar, Ninguém calou quem nasceu pra lutar! Como a fênix que vence a cinza fria, Ele voltou nos braços da multidão, A praça rugiu em santa alegria, Gritando o eco da libertação. A terceira coroa cobriu a cabeça De quem jurou que o povo nunca esqueça. Eis o clamor que o povo batizou: A voz do humilde que a história escutou! Do chão de fábrica à glória do altar, Ninguém calou quem nasceu pra lutar! Barba de prata, olhar de horizonte, O velho guerreiro ainda segue em frente, Bebendo a água da mesma velha fonte Que nutre a alma de toda uma gente. A sua bandeira flutua no vento, Eterna memória de um grande momento. Eis o clamor que o povo batizou: A voz do humilde que a história escutou! Do chão de fábrica à glória do altar, Ninguém calou quem nasceu pra lutar! O tempo dirá das páginas escritas, O mito moldado no barro do agreste, As glórias vividas, as dores benditas, O sopro de vida que vem do Nordeste. A saga do homem que o topo alcançou, E a alma da pátria pra sempre marcou. Eis o clamor que o povo batizou: A voz do humilde que a história escutou! Do chão de fábrica à glória do altar, Ninguém calou quem nasceu pra lutar