O Menino do Agreste
Zero Kelvin
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O Menino do Agreste
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Zero Kelvin
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Nas terras secas onde a sede castiga,
Brotou o sonho de um caminhar valente,
A retirante caravana amiga
Levou o menino rumo a outro batente.
Da lama cinza ao chão de ferro e brasa,
A calosidade moldou sua casa
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Prompt/ Estilo :IAlt-rock, warm analog tape saturation; intimate male lower-register vocals with a restrained chorus lift; fingerstyle acoustic guitar arpeggios opening into subtle strings and gentle drums; warm, slow 85 BPM ballad pulse
Lyrics:
Nas terras secas onde a sede castiga,
Brotou o sonho de um caminhar valente,
A retirante caravana amiga
Levou o menino rumo a outro batente.
Da lama cinza ao chão de ferro e brasa,
A calosidade moldou sua casa.
Eis o clamor que o povo batizou:
A voz do humilde que a história escutou!
Do chão de fábrica à glória do altar,
Ninguém calou quem nasceu pra lutar!
Entre as engrenagens da grande metalurgia,
O punho firme ergueu-se contra o vento,
A massa operária viu a luz do dia
Romper as trevas de um cruel momento.
A greve estancou a máquina potente,
E fez nascer o líder da nossa gente.
Eis o clamor que o povo batizou:
A voz do humilde que a história escutou!
Do chão de fábrica à glória do altar,
Ninguém calou quem nasceu pra lutar!
A rampa subiu com o manto da esperança,
O retirante virou o grande guia,
Trazendo no peito a terna lembrança
De quem tem fome e chora na agonia.
O prato cheio mudou o destino,
Erguendo a mesa de todo nordestino.
Eis o clamor que o povo batizou:
A voz do humilde que a história escutou!
Do chão de fábrica à glória do altar,
Ninguém calou quem nasceu pra lutar!
Mas a tempestade armou sua cilada,
Vieram as grades, o exílio interior,
A calúnia tentou paralisar a caminhada,
Trancando a esperança sob o desamor.
Porém a verdade que o tempo desata
Não morre no cárcere, nem se maltrata.
Eis o clamor que o povo batizou:
A voz do humilde que a história escutou!
Do chão de fábrica à glória do altar,
Ninguém calou quem nasceu pra lutar!
Como a fênix que vence a cinza fria,
Ele voltou nos braços da multidão,
A praça rugiu em santa alegria,
Gritando o eco da libertação.
A terceira coroa cobriu a cabeça
De quem jurou que o povo nunca esqueça.
Eis o clamor que o povo batizou:
A voz do humilde que a história escutou!
Do chão de fábrica à glória do altar,
Ninguém calou quem nasceu pra lutar!
Barba de prata, olhar de horizonte,
O velho guerreiro ainda segue em frente,
Bebendo a água da mesma velha fonte
Que nutre a alma de toda uma gente.
A sua bandeira flutua no vento,
Eterna memória de um grande momento.
Eis o clamor que o povo batizou:
A voz do humilde que a história escutou!
Do chão de fábrica à glória do altar,
Ninguém calou quem nasceu pra lutar!
O tempo dirá das páginas escritas,
O mito moldado no barro do agreste,
As glórias vividas, as dores benditas,
O sopro de vida que vem do Nordeste.
A saga do homem que o topo alcançou,
E a alma da pátria pra sempre marcou.
Eis o clamor que o povo batizou:
A voz do humilde que a história escutou!
Do chão de fábrica à glória do altar,
Ninguém calou quem nasceu pra lutar