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IDIOMAS SEM FRONTEIRAS E A INTERNACIONALIZAÇÃO: CONEXÕES LINGUÍSTICAS E CULTURAIS IGUALITÁRIAS

MAIS UNITAU

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IDIOMAS SEM FRONTEIRAS E A INTERNACIONALIZAÇÃO: CONEXÕES LINGUÍSTICAS E CULTURAIS IGUALITÁRIAS

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Para além das relações entre instituições, a internacionalização do ensino superior envolve a preparação da comunidade acadêmica para atuar em diferentes contextos linguísticos e culturais. Nesse sentido, a Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras (IsF) propicia vivências linguísticas para o desenvolvimento de competências necessárias à comunicação internacional, à compreensão intercultural e à participação mais equitativa em relação às oportunidades acadêmicas. Na Universidade de Taubaté (UNITAU), a iniciativa integra as ações do Escritório de Relações Internacionais (ERI) e se concretiza, neste semestre, pela oferta de três módulos: Cotidiano Brasileiro: conhecendo as variedades da Cultura Brasileira, Estratégias de Leitura em Língua Inglesa e Interações Cotidianas em Língua Inglesa. O primeiro, destinado a estrangeiros, favorece o acolhimento e a compreensão da diversidade cultural brasileira. Os outros dois, voltados para discentes, docentes e servidores da UNITAU, desenvolvem, respectivamente, a compreensão escrita de conteúdos acadêmicos em língua inglesa e recursos para a comunicação oral. Em conjunto, os módulos articulam língua, cultura, leitura e interação e, portanto, podem contribuir para a redução de barreiras linguísticas e interculturais de ingresso à internacionalização. Embora a presença feminina no ensino superior e na pesquisa tenha avançado, desigualdades ainda atravessam as trajetórias acadêmicas das mulheres. O alcance à formação não assegura, por si só, circunstâncias equivalentes de reconhecimento, mobilidade, permanência e progressão profissional. No contexto da internacionalização, a participação em experiências acadêmicas, eventos e redes internacionais pode ampliar perspectivas de formação, colaboração e desenvolvimento profissional, mas seu aproveitamento é permeado por cenários sociais, institucionais, linguísticos e de gênero. Assim, a formação linguística e intercultural oferecida pelo IsF constitui possibilidades de expandir o acesso às práticas de internacionalização e viabilizar pressupostos mais equitativos de participação acadêmica, embora não seja suficiente, isoladamente, para superar desigualdades estruturais de gênero. Democratizar esses caminhos significa prover instrumentos e condições para que mais mulheres possam acessar, ocupar e transformar espaços nacionais e internacionais de produção e circulação do conhecimento.