O PESO DE UMA PALAVRA | Uma canção sobre caráter, honestidade e bondade verdadeira
Gabriel Bispo
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O PESO DE UMA PALAVRA | Uma canção sobre caráter, honestidade e bondade verdadeira
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Gabriel Bispo
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Existe uma diferença entre parecer uma boa pessoa e ser alguém em quem se pode confiar.
Em um mundo onde tantos gestos precisam ser mostrados, fotografados e aplaudidos, O Peso de uma Palavra nos convida a olhar para aquilo que realmente importa: o caráter que permanece quando ninguém está olhando.
A verdadeira grandeza não está no tamanho da casa, no reconhecimento que recebemos ou nas palavras bonitas que dizemos. Está na paz de quem sabe que não precisou passar por cima de ninguém para chegar até aqui.
Letra:
Tem gente que constrói pontes
Sem atravessar primeiro
Tem gente que oferece abrigo
Sem perguntar quem chegou
Na oficina de um homem velho
Havia um banco sem pintura
Ele consertava o que era dos outros
Com a paciência de quem cura
Certa vez lhe perguntaram
Por que nunca cobrava a mais
Ele limpou as mãos no avental
E respondeu: “Durmo em paz”
Não tinha retrato na parede
Nem medalha no corredor
Mas toda porta que ele abria
Deixava entrar um pouco de sol
Porque há promessas que não fazem barulho
E raízes que ninguém consegue ver
O caráter aparece no escuro
Quando não há plateia pra convencer
Vale mais uma palavra inteira
Que mil discursos pelo ar
Vale mais quem permanece
Quando é mais fácil abandonar
Que adianta ter as mãos erguidas
Se o coração não sabe estender?
O mundo se enche de quem quer ser visto
E sente falta de quem sabe acolher
Vi um homem dividir o casaco
Com quem tremia no ponto final
Seguiu seu caminho pela chuva
Como quem não fez nada de especial
Vi outro comprar todas as flores
Pra aparecer na televisão
E esquecer, na porta de casa,
Quem precisava de atenção
Não cabe a nós julgar as intenções
Nem toda verdade pede explicação
Mas a bondade deixa marcas diferentes
Quando nasce livre da obrigação
Há sementes que não pedem testemunhas
Há perdões que não viram confissão
E há quem devolva o que não lhe pertence
Mesmo sem ninguém na contramão
Vale mais uma palavra inteira
Que mil discursos pelo ar
Vale mais quem permanece
Quando é mais fácil abandonar
Que adianta ter as mãos erguidas
Se o coração não sabe estender?
O mundo se enche de quem quer ser visto
E sente falta de quem sabe acolher
Quando a última luz da rua se apagar
E os aplausos já não tiverem lugar
O que fizemos sem ninguém saber
Será parte do que vamos ser
Não é o tamanho da casa
Nem o que deixamos no chão
É se alguém atravessou o inverno
Menos sozinho por nossa mão
Vale mais uma palavra inteira
Que não se quebra por conveniência
Vale mais um gesto verdadeiro
Que uma vida inteira de aparência
Se um dia perguntarem o que fica
Quando o tempo levar o que se vê
Que encontrem paz na nossa passagem
E alguém que tenha tido força pra viver
O velho fechou a oficina
E a noite cobriu o lugar
O banco ficou na calçada
Pra quem precisasse sentar
Não havia placa, nome ou assinatura
Nem uma história pra contar
Só alguém que, sem mudar o mundo,
Fez o mundo de alguém melhorar
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