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A ou B: a pergunta sobre imposto que ninguém te fez

Nelson Junior

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A ou B: a pergunta sobre imposto que ninguém te fez

10 просмотров · 21 час назад
Nelson Junior
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Imagina que você tem a caneta na mão e pode assinar UMA das duas medidas: A — aumentar o imposto dos mais ricos. B — diminuir o imposto do pobre. Se você escolheu A, está com a maioria. Neste vídeo eu mostro por que eu assinaria B — com dados oficiais, o estudo do Ministério da Fazenda com Gabriel Zucman, um experimento que o Brasil está fazendo AGORA com bilhões de reais, e um resultado que quase ninguém está acompanhando. Em vários momentos eu separo o que é DADO do que é OPINIÃO minha, marcado na tela. Porque tem gente séria que olha para os mesmos números e assina a opção A. No final, a caneta é sua. ⏱️ CAPÍTULOS 00:00 A pergunta: A ou B 01:27 Quem paga imposto no Brasil 02:19 Regressividade: o imposto invisível 02:43 O estudo da Fazenda com Zucman 03:46 O Brasil respondeu: os dois 05:09 Bastiat: o que se vê e o que não se vê 06:01 O estudo alemão: metade vai pro salário 07:19 28 → 17 → 3 08:20 A defesa da Receita 10:10 O cashback que já é lei 11:43 A proposta em escada 12:25 Quanto custa: R$ 550–650 bi 13:05 Adam Smith e o bom imposto 13:30 A caneta é sua 📊 FONTES — QUEM PAGA IMPOSTO NO BRASIL • Tributos indiretos consomem ~32% da renda dos 10% mais pobres, contra ~21% dos 10% mais ricos — Ipea • 0,01% mais rico paga alíquota efetiva de 20,6%, contra 42,5% do brasileiro médio — estudo do Ministério da Fazenda com Gabriel Zucman (EU Tax Observatory), ago. 2025, via Valor Econômico • Dividendos isentos na pessoa física de 1996 a 2025 — Lei 9.249/1995, art. 10 ⚖️ FONTES — A LEI 15.270/2025 • Isenção de IRPF até R$ 5.000/mês e redução parcial até R$ 7.350, desde jan/2026 • Retenção de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil/mês • IRPFM para renda anual acima de R$ 600 mil, até 10% acima de R$ 1,2 milhão • Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025 — Presidência da República 📉 FONTES — INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA • Cerca de metade do peso do imposto sobre empresas recai sobre os trabalhadores, via salários menores — Fuest, Peichl & Siegloch, "Do Higher Corporate Taxes Reduce Wages? Micro Evidence from Germany", American Economic Review, vol. 108 nº 2 (2018) • Frédéric Bastiat, "Ce qu'on voit et ce qu'on ne voit pas" (1850) 💸 FONTES — A ARRECADAÇÃO • Projeção inicial de ~R$ 28 bilhões; revisão para R$ 17,2 bilhões; arrecadado de janeiro a julho: R$ 3,1 bilhões — Receita Federal / Ministério da Fazenda • Recorde mensal em julho: R$ 906,65 milhões • Regra de transição: lucros apurados até 2025 com distribuição aprovada até 31/12/2025 permanecem isentos — Lei 15.270/2025 🔁 FONTES — O CASHBACK • Famílias do CadÚnico com renda até ½ salário mínimo por pessoa recebem 100% da CBS em GLP, energia, água, esgoto e gás natural, e 20% nos demais tributos, a partir de 2027 — Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025, arts. 112–124 • ~28,8 milhões de famílias / ~73 milhões de pessoas elegíveis — Ministério da Fazenda • Ganho projetado de até 12% na renda das famílias mais pobres — FGV Ibre 📚 FILOSOFIA • Adam Smith, "A Riqueza das Nações" (1776), Livro V — as máximas do bom imposto: igualdade, certeza, comodidade e economia na cobrança • Retratos em domínio público: litografia de época de Bastiat; retrato de Muir de Adam Smith 🧮 A MEMÓRIA DE CÁLCULO DA MINHA PROPOSTA (audite e me corrija) A proposta da escada de restituição custaria entre R$ 550 e R$ 650 bilhões por ano. As premissas: • Tributos sobre consumo no Brasil: ~R$ 1,5–1,6 trilhão por ano (cerca de 42% de uma carga total de ~32% do PIB) • Distribuição do consumo por faixa: base ~30%, faixas intermediárias ~55%, topo ~10–15% • Percentuais de devolução aplicados: 100% em alimento, saúde e moradia até 1 salário mínimo por pessoa e 70% no resto; 50% até R$ 3 mil; 30% até R$ 10 mil; 10% acima disso • Resultado: R$ 550–650 bilhões/ano ≈ 4,5% do PIB • Comparações: Bolsa Família ~R$ 170 bi/ano · déficit do RGPS em 2024 acima de R$ 320 bi É estimativa autoral, não número de órgão oficial — por isso está marcada como OPINIÃO na tela. Confere as contas e me corrige nos comentários. — A ou B? Comenta aí — e por quê. Eu leio todos, inclusive (principalmente) os que discordam de mim.