Contemporânea II - (parte 2)
Empório de Clio
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Contemporânea II - (parte 2)
8 просмотров · 10 дней назад
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Neste vídeo, proponho uma reflexão sobre o papel do historiador de História Contemporânea II a partir das principais transformações teóricas e metodológicas das ciências humanas nas últimas décadas.
A aula parte das discussões sobre estrutura, agência, cultura e experiência em autores como *E. P. Thompson* e **Fredrik Barth**, passa pelas chamadas viradas linguística, memorial, visual e digital, e avança para os debates sobre eurocentrismo, pós-colonialismo, decolonialidade e produção global do conhecimento histórico.
Também aparecem autores como **François Hartog, Henry Rousso, Aleida Assmann, Michael Frisch, Edward Said, Stuart Hall, Paul Gilroy, Achille Mbembe, Pamela Kyle Crossley, Dipesh Chakrabarty, Aníbal Quijano, Paulin Hountondji, Syed Hussein Alatas, Syed Farid Alatas e Raewyn Connell**.
Entre os principais temas abordados estão os regimes de historicidade e o presentismo; memória, trauma, vítima e patrimônio; História do Tempo Presente; História Pública e autoridade compartilhada; experiência e agência histórica; cultura, identidade e fronteiras; imperialismo e colonialismo; crítica ao eurocentrismo; colonialidade do poder; História Global e histórias conectadas; dependência acadêmica; geopolítica do conhecimento; e produção teórica no Sul Global.
Um dos eixos centrais da aula é a crítica à ideia de que a ampliação dos objetos e sujeitos históricos seja suficiente para superar o eurocentrismo. Também é preciso perguntar quem produz os conceitos, quais universidades e revistas possuem maior poder de consagração, em quais línguas o conhecimento circula e por que determinadas regiões continuam aparecendo como fornecedoras de estudos de caso, enquanto outras conservam maior autoridade para produzir teorias apresentadas como universais.
A partir dessa questão, o vídeo discute também os limites internos das próprias abordagens pós-coloniais e decoloniais e propõe uma reflexão sobre a construção de uma historiografia verdadeiramente policêntrica.
A ideia central pode ser resumida assim: **produzir teoria a partir da periferia não significa produzir teoria apenas sobre a periferia**.
O desafio é construir uma História Global que não seja apenas uma história sobre diferentes regiões do mundo, mas uma história pensada a partir de diferentes lugares, experiências e tradições intelectuais.
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