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Osvaldo Frota Pessoa Júnior – Carreira científica

Ciência com o Grupo Mário Schenberg

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Osvaldo Frota Pessoa Júnior – Carreira científica

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Ciência com o Grupo Mário Schenberg
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Nesta entrevista especial do canal Ciência com o Grupo Mário Schenberg, tivemos a satisfação de receber o professor Osvaldo Frota Pessoa Júnior, físico, filósofo, historiador da ciência e professor titular do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). Reconhecido por seus estudos sobre os fundamentos da Mecânica Quântica, a Filosofia da Física, a História e Filosofia da Ciência e a Filosofia da Mente, ele comentou um pouco sobre sua trajetória pessoal, sua formação acadêmica, suas experiências profissionais e algumas das questões que orientaram sua carreira científica. Nascido em São Paulo, em 1959, Osvaldo Pessoa Júnior graduou-se em Física pela USP, entre 1978 e 1982, e em Filosofia, entre 1979 e 1984. Essa formação interdisciplinar permitiu-lhe aproximar o estudo matemático e experimental da natureza das reflexões filosóficas sobre o conhecimento, a realidade e a interpretação das teorias científicas. Em 1985, concluiu o mestrado em Física na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob orientação de Helion Vargas, com a dissertação “Aplicações de Medidas de Fase do Efeito Fotoacústico”. Sua formação em Física Experimental foi seguida pelo doutorado em História e Filosofia da Ciência na Indiana University, em Bloomington, Estados Unidos, concluído em 1990, sob orientação de Linda Wessels. Sua tese, “Measurement in Quantum Mechanics: Experimental and Formal Approaches”, investigou o problema da medição quântica e a relação entre o formalismo da teoria e os resultados experimentais. Entre 1991 e 1992, realizou pesquisas de pós-doutorado no Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Unicamp, com apoio da FAPESP. Na década de 1990, atuou na área de Ensino de Ciências do Instituto de Física da USP e no Instituto de Estudos Avançados da universidade, desenvolvendo investigações sobre os fundamentos da Física e a história do desenvolvimento científico. Entre 1999 e 2003, trabalhou em instituições da Bahia, incluindo a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Participou de iniciativas de implantação da pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências. Em 2003, ingressou no Departamento de Filosofia da USP. Obteve a livre-docência em 2010, com um trabalho sobre contrafactuais e modelos causais na História e Filosofia da Ciência, e tornou-se professor titular em 2023. Suas pesquisas abordam diferentes interpretações da Mecânica Quântica, incluindo a interpretação de Copenhague, a mecânica bohmiana, as teorias de variáveis ocultas, o colapso da função de onda e a decoerência. Investiga especialmente o problema da medição e as relações entre observação, realidade física e formalismo matemático. Também estudou as consequências filosóficas do teorema de Bell, a não localidade quântica e a história dos fundamentos quânticos, inclusive em colaboração com Olival Freire Júnior. Outra vertente de sua produção envolve os modelos causais e as histórias contrafactuais da ciência, que procuram compreender a influência de descobertas, experimentos e circunstâncias históricas sobre o desenvolvimento do conhecimento científico. Na Filosofia da Mente, estudou a consciência, o problema mente-corpo, o materialismo e as possibilidades e limites das explicações físicas da experiência subjetiva. No ensino e na divulgação científica, destaca-se como autor do livro “Conceitos de Física Quântica”, publicado em 2003, e como um dos organizadores de “Teoria Quântica: Estudos Históricos e Implicações Culturais”, publicado em 2010. Sua produção também contempla o ensino da Física Moderna, a História da Ciência na educação e a análise crítica do chamado misticismo quântico. Ao longo da carreira, contribuiu para a formação de estudantes e pesquisadores, a orientação acadêmica e a realização de atividades interdisciplinares. Nesta conversa, conhecemos um pouco de seu percurso entre a Física Experimental e a Filosofia da Ciência, além de questões fundamentais sobre a natureza da realidade, a medição quântica, a causalidade e a consciência. Sua trajetória evidencia a importância do diálogo entre Física, Filosofia, História e Educação para compreender a construção do conhecimento científico.