Domingo, 6 de Setembro de 2026 -11h00 Missa, no Recinto de Oração
Luciano Costa
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Domingo, 6 de Setembro de 2026 -11h00 Missa, no Recinto de Oração
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Luciano Costa
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REFLEXÃO
Onde estão dois ou três reunidos em Meu nome…
No Evangelho Jesus anima-nos a pedir unidos com os outros. Se dois de vós se unirem na terra para pedir qualquer coisa ser-lhes-á concedida por Meu Pai que está nos céus e acrescenta: onde estão dois ou três reunidos em Meu nome Eu estou no meio deles “
É muito boa a oração a sós com Deus. E todos devemos saber fechar-nos no quarto e falar a sós com Ele. Ou então estar diante de Jesus no sacrário e falar-Lhe da nossa vida, das nossas alegrias e penas.
Mas é também muito importante a oração comunitária, saber rezar com os outros, tanto na oração litúrgica como nas devoções tradicionais. Elas exprimem a nossa relação de irmãos, de família, de filhos de Deus. Jesus reza connosco, porque estamos unidos a Ele na unidade do Corpo Místico. Vale a pena quando nos reunimos em oração tomar consciência desta presença de Jesus, que reza connosco e que faz que a nossa oração seja eficaz.
A melhor de todas as orações é a Santa Missa. Estamos reunidos com Cristo que Se oferece de novo ao Pai como no Calvário. Trazemos ao altar também a nossa vida, o nosso trabalho, os nossos sofrimentos, as nossas alegrias, para os oferecermos unidos à oferta de Jesus. É oração de valor infinito e com eficácia garantida.
Que saibamos viver a Santa Missa não só assistindo, mas participando unidos a Jesus, ouvindo-O e falando com Ele em nosso coração.
Se o teu irmão te ofender…
Jesus ensina-nos também a fazer a correção fraterna. Temos de evitar críticas e murmurações tão frequentes entre os cristãos. Alguém comentava que quando se juntam várias senhoras nenhuma quer embora primeiro porque sabe que as outras ficarão a cortar-lhe na casaca. Isto pode acontecer e não só com as senhoras. Devemos falar bem de todos e todos têm algo de bom que podemos louvar.
Por outro lado temos de saber fazer a correção fraterna de que Jesus fala no Evangelho “Se o teu irmão te ofender vai ter com ele e repreende-o a sós “. Às vezes temos de chamar a atenção dos outros porque fizeram mal. E não apenas se nos ofenderam a nós.
Se nos ofenderam temos de saber perdoar e não guardar rancor. E se é necessário ir ter com eles e saber porque fizeram aquilo e, se for melhor, chamar duas ou três pessoas que sirvam para dirimir a questão e alcançar a paz. Assim se evitariam muitas guerras e divisões em nossas aldeias.
Todos temos defeitos. Quando damos conta de alguma coisa nos outros que nos parece mal, aproveitemos para nos examinar a ver se não precisamos de corrigir em nós coisas mais importantes. Depois refletir se não será de chamar a atenção daquele nosso irmão. Todos ficamos contentes quando alguém nos avisa se levamos a camisa de fora ou a gola do casaco torcida. Ficamos agradecidos se o fazem com carinho e discrição.
O mesmo tem de acontecer se nos desviamos do caminho do bem e se um amigo nos avisa com delicadeza e clareza. É uma das grandes provas de amizade. Custa fazê-lo e custa aceitar.
Somos irmãos e queremos o bem dos outros e ajudá-los a chegar ao céu.
Na primeira leitura o Senhor dizia ao profeta Ezequiel que pediria contas se ele se calasse e não avisasse o pecador para que se emendasse. Se tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade mas eu pedir-te-ei contas da sua morte.
Coloquei-te como sentinela
Somos uma família. Temos de preocupar-nos com o bem dos outros, sobretudo com a sua salvação. O Senhor dizia ao profeta: coloquei-te como sentinela da casa de Israel. Na guerra as sentinelas são muito importantes para avisarem da chegada dos inimigos e defender os outros soldados.
A vida cá na terra é milícia (Job 7,1). Temos de travar uma guerra contra poderosos inimigos que nos querem perder. E temos de nos ajudar mutuamente avisando a tempo e horas os nossos irmãos. Não por nos julgarmos melhores do que eles. Sabemos que todos temos os pés de barro e facilmente podemos cair e ofender a Deus.
Não devais a ninguém coisa alguma a não ser o amor de uns pelos outros –dizia a 2ª leitura. A caridade é o pleno cumprimento da lei. Os primeiros cristãos davam exemplo deste amor fraterno ao ponto de os pagãos exclamarem admirados: vede como eles se amam. O amor fraterno é consequência e expressão do amor de Deus. Um dia um jornalista visitava Madre Teresa em Calcutá e ao vê-la tratar um doente coberto de chagas disse-lhe: eu não fazia isto por um milhão de dólares. E a Madre Teresa respondeu: eu também não. Era o amor de Deus que lhe dava forças para cuidar dos mais abandonados.
Também nós por amor de Deus temos de estar atentos às necessidades dos que nos rodeiam. Do corpo mas sobretudo da alma. E ajudá-los com o nosso carinho, o nosso conselho oportuno, a nossa
Senhor Jesus Cristo,
que prometestes estar no meio de nós, quando dois ou três se reúnem em vosso nome,
ajudai-nos a escutar a vossa Palavra, e a abrir o coração aos apelos dos nossos irmãos.