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Boss Bottle e a nova fragrância Striking Lavender

Helen Augusto

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Boss Bottle e a nova fragrância Striking Lavender

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Helen Augusto
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BOSS Bottled me fez viajar no tempo — e, para falar desse novo Striking Lavender, eu acho importante começar justamente pelo clássico. BOSS Bottled chegou em 1998, criado por Annick Menardo e Christian Dussoulier, e foi muito inovador para a época. A saída trazia maçã, ameixa, bergamota e limão. Depois vinham a canela, o gerânio e as madeiras, sobre uma base de baunilha, sândalo, cedro e vetiver. Era uma construção frutada, especiada, quente, cremosa, levemente adocicada e amadeirada. Tinha aquele lado confortável, quase ambarado, que conquistou muita gente — e eu continuo gostando muito dessa combinação. Mas a perfumaria mudou. O homem que usa perfume também mudou. E hoje existe uma procura enorme por fragrâncias mais frescas, luminosas, aromáticas e fáceis de usar, especialmente em países quentes como o Brasil. É nesse contexto que eu encontro o BOSS Bottled Striking Lavender. Ele mantém a identidade masculina e elegante da família BOSS Bottled, mas leva tudo para um território muito mais fresco. A lavanda é a protagonista, trabalhada em duas facetas: a lavanda azul e uma rara lavanda branca, em uma criação das perfumistas Honorine Blanc e Sophie Labbé, da DSM-Firmenich. E o que eu mais gostei é que essa não é uma lavanda que simplesmente remete a produtos de banho. Ela aparece de uma maneira muito mais elegante, limpa, aromática e contemporânea. É uma fragrância masculina, aromática e amadeirada, com uma faceta fougère, mas com uma sensação muito fresca. E praticamente sem dulçor. Porque ela consegue ser extremamente fresca sem se transformar naquela fragrância cítrica que parece desaparecer rapidamente da pele. Aliás, uma das coisas que mais me surpreendeu foi justamente a duração: 8 horas ou mais na minha pele. E isso, para uma fragrância com essa sensação de frescor, é realmente muito interessante. Eu consigo imaginar perfeitamente esse perfume no verão brasileiro. Naqueles dias de 35 graus em que você precisa trabalhar, participar de uma reunião, viajar, entrar em um escritório, almoçar… Ele é elegante, fresco, limpo e muito fácil de usar. Para mim, o mais interessante é que o Striking Lavender não tenta substituir o BOSS Bottled clássico. Ele conversa com ele. O Striking Lavender traz uma interpretação mais fresca e contemporânea dessa família. É como se BOSS Bottled dissesse: “Eu continuo sendo BOSS Bottled, mas agora também quero acompanhar você nos dias quentes.” E eu gostei demais dessa proposta.