Pés no chão - Música Caipira
Domingo Musical
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Pés no chão - Música Caipira
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Domingo Musical
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Um causo em forma de melodia sobre a ilusão do asfalto, a força da saudade e o abraço acolhedor da terra natal que cura qualquer solidão.
Como este vídeo foi criado:
• Autoria da Letra: Carlos Caixeta
• Edição de Vídeo: criado e editado no software CapCut.
• Melodia: criada com suporte de IA (Suno AI-versão Pro) – a linha melódica, a voz, o ritmo, o gênero e outros recursos sonoros foram totalmente gerados ou alterados com essa ferramenta de IA.
• Imagem de Capa: Criada utilizando ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (modelo Nano Banana).
AVISO DE DIREITOS AUTORAIS (COPYRIGHT):
• Letra da Música: © 2026 Carlos Caixeta. Todos os direitos reservados. É estritamente proibida a cópia, regravação ou uso desta letra sem autorização prévia por escrito do autor.
• Melodia e Produção Musical: Criada com o auxílio da ferramenta de Inteligência Artificial (Domi – o agente musical de IA da EaseMuse). Este vídeo contém elementos sintéticos gerados por IA.
Contato: carlos1609@gmail.com
Pés no Chão (letra)
I
Com licença, meu senhor,
Um causo eu vou lhe contar,
Duma jovem do interior
Que cansou de caminhar
De pés descalços no chão
Numa casinha do sertão
II
Bem na beira do fogão,
A menina ali crescia,
Sem futuro e sem quinhão,
Sem ter nenhuma alegria,
Vendo o tempo passar lento
Sem achar nenhum alento
III
Não entendia a sua sorte
E o destino pequenino.
Sua dor num choro forte
Pelo seu triste destino.
Ela sonhava em partir,
Para um novo rumo seguir.
IV
Um dia ela acordou
E a decisão tomou,
Juntou a roupa que tinha
E pra capital partiu,
Deixando sua casinha,
Do sertão se despediu.
V
Lá na tal cidade grande
O espanto foi profundo
Vendo aquele mar de gente
Correndo por todo o mundo
O tempo voava depressa
Sem ter tempo pra conversa
VI
Não viu folha, não viu flor,
Só viu asfalto e cimento,
Não viu orvalho nem amor,
Viu o povo no sofrimento,
Cada qual no seu tormento,
Sem bom dia e só lamento.
VII
Logo ela sentiu saudade
Da roça onde morava,
Sentiu uma grande vontade
Do café quente na hora,
Que sua mãe já coava
No romper da bela aurora.
VIII
A riqueza da cidade
Era pura ilusão,
Não passava de vaidade
Só trouxe decepção,
Foi uma grande provação
Pro seu jovem coração
IX
Arrependida e chorosa,
As suas roupas juntou,
E de forma bem ansiosa
Para a roça retornou
Pedindo perdão a Deus
Pelo erro que cometeu
X
E chegando alegrou o coração
Vendo a terra que deixou,
Com muita folha e flor.
Num sentimento de amor
Os pés descalços pisaram o chão
E de emoção ela chorou.
XI
Abraçou a gameleira
Que no quintal prosperou,
Tomou banho na corredeira
Do rio que não secou,
Lembrou o tempo de criança,
Sem ter sonhos, sem ganância
XII
Termino o causo, meu senhor,
De uma jovem que sonhou
Acabar com a sua pobreza
Longe do seu velho chão,
Mas viu que a maior riqueza
Vem do próprio coração
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