Esposas de policiais militares mortas: investigações apontam versões contraditórias e feminicídio
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Gisele Alves Santana e Larissa Morata, duas mulheres jovens e casadas com policiais. Ambas viviam relacionamentos conturbados e tiveram desfechos iguais na vida: a forma trágica como morreram.
A morte de Gisele foi anunciada por um médico às 12h04 do dia 18 de fevereiro de 2026. Horas antes, a policial militar, de 33 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto. Ela chegou a ser socorrida de helicóptero e levada ao hospital, mas não resistiu.
Neto alegou que a esposa teria tirado a própria vida, mas os laudos da perícia descartaram essa hipótese. Segundo investigações, o tenente tinha um histórico de comportamento agressivo e enviava várias mensagens abusivas para a esposa. O oficial responde por feminicídio e fraude processual. A Justiça decidirá se ele será levado ao tribunal do júri.
Além das acusações, Geraldo, que está preso desde março, enfrenta um processo administrativo no Conselho Militar. Faltam serem ouvidas testemunhas de defesa e o próprio oficial, que pode perder a patente e ser expulso da corporação.
Às 11h do dia 6 de setembro, a polícia e o Samu são acionados por Vinicius Costa Silva. O soldado da Polícia Militar diz ter encontrado a esposa, Larissa Morata, de 29 anos, morta no banheiro da suíte do casal. Em sua versão, o suicídio, com a arma dele, teria acontecido após um pedido de separação. Cerca de 24 horas depois, o soldado foi preso temporariamente.
O casal estava junto há cerca de cinco anos e, segundo a família, havia apenas um mês que eles tinham se mudado para a casa onde tudo aconteceu. Horas antes do crime, a vítima confidenciou à avó que estava se separando e disse que arrumaria as malas para sair de casa com o filho, de 2 anos.
A irmão de Vinicius, Thamires, de 19 anos, morava nos fundos do terreno e estava no dia do assassinato. Peça importante da investigação, a jovem passou de testemunha a investigada. Na versão dos irmãos, tudo começou durante a manhã.
O PM disse que conversou com a vítima sobre o fim do relacionamento e depois foi dormir. Já Thamires afirmou que, nessa hora, Larissa disse que ia tomar banho na suíte do casal. Cinco minutos depois, ela ouviu um barulho e só mais tarde entendeu que era um tiro. Vinicius alega que acordou com o barulho, e achou que fosse vidro quebrando.
A partir deste momento cada um conta uma história diferente. Na versão de Thamires, ela estava na sala e correu para o quarto onde encontrou o irmão. Vinicius disse que estava no quarto, foi até a sala e só depois voltou para a suíte, onde encontrou Larissa caída no banheiro.
Quatro dias após o caso, a Justiça emitiu um mandado de busca e apreensão contra Thamires. Acompanhada do advogado, ela foi à delegacia e entregou o celular. A defesa de Vinicius já havia enviado a polícia áudios e conversas entre Thamires e Larissa, que falavam do cansaço emocional e distanciamento do PM.
O Domingo Espetacular pediu para que o perito forense, Eduardo Llanos, analisasse os laudos da morte de Larissa. Para o especialista, a versão de suicídio não se sustenta, pois ela era destra e o tiro foi do lado esquerdo da cabeça. Além disso, os documentos apontam várias marcas pelo corpo da vítima.
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