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O ensino de História e cultura Afro-Brasileira e Indígena

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O ensino de História e cultura Afro-Brasileira e Indígena

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O ensino de História e cultura Afro-Brasileira e Indígena, como conteúdo obrigatório na nossa educação, foi estabelecido por duas leis, uma de 2003 e outra de 2008. O que são essas Leis e porque elas são importantes para aqueles que trabalham com Educação? A primeira delas, em 2003, determina o ensino da História da África e da Cultura Afro Brasileira nos sistemas de ensino no Brasil. Ou seja, a partir de então torna-se obrigatório, em todas as disciplinas e não apenas nas aulas de história, trabalhar com a História da África e com a Cultura Afro Brasileira nas nossas escolas. Alguns anos depois, em 2008, uma nova Lei determina que o mesmo seja feito com a História e a Cultura dos povos indígenas do Brasil. Tornam-se conteúdos obrigatórios para todas as disciplinas. Por que essas duas Leis eram tão necessárias? E por que devemos nos empenhar para que elas sejam de fato cumpridas? Por que devemos querer que nossas professoras e professores trabalhem em suas aulas com a História da África e das populações indígenas do Brasil, para que tratem também de elementos da cultura Afro-Brasileira e Indígena? Porque, até aquele momento, lá atrás no ano de 2003, nós tínhamos a impressão, observando os conteúdos que eram ensinados, que apenas a história da Europa fazia parte da história do Brasil, tínhamos a impressão de que a única cultura importante para nós, brasileiras e brasileiros, era a cultura europeia. Pela forma como eram trabalhados apenas aspectos da história e da cultura europeia em nossas escolas, a sensação que podíamos ter é a de que havia apenas descendentes de europeus vivendo aqui no Brasil. Ou então, de que as únicas história e cultura que importavam eram as europeias. Essa ideia, nós sabemos, não corresponde à realidade. Temos, no Brasil, a contribuição de diferentes matrizes culturais presentes na formação do nosso país. A contribuição dos diferentes povos africanos e indígenas para nossa formação, para as características na nossa história, da nossa cultura, da nossa economia, é tão importante quanto a contribuição dos diferentes povos europeus. Para constatar essa afirmação basta observarmos quanto da nossa alimentação é herança dos povos indígenas que viviam na América e dos povos que foram trazidos da África: a batata, o milho, a mandioca, o tomate, o coco, o amendoim, a banana, o gengibre, o feijão. E as palavras que usamos, quantas são influência dos povos africanos e indígenas: cachimbo, dengo, caçula, quitanda, cachaça, fubá, cafuné, muvuca (africana), arapuca, carioca, cumbuca, muquirana, mutirão, mingau, muamba, tocaia. O ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas ajuda a compreender a formação de nossa sociedade como uma construção plural, na qual todas as matrizes culturais e étnico-raciais foram e são igualmente importantes. Tais Leis são fruto da luta dos movimentos negros e indígenas no Brasil, o objetivo, além de resgatar a contribuição fundamental destes dois povos para a história do país, é promover a afirmação e valorização da riqueza da diversidade étnico-racial e cultural brasileira, incentivando deste modo o combate à discriminação racial e promovendo a inclusão social e a cidadania de pessoas negras e indígenas. ------- Conheça os nossos outros canais: ✅ Facebook ▸   / fpbeunisepe   ✅ Instagram ▸   / faculdadeperuibe   ▸   / fasupi_unisepe   ✅ LinkedIn ▸   / fpbe-fasupi-unisepe   ✅ Blog ▸ https://portal.unisepe.com.br/fpbe/blog/ ▸ https://portal.unisepe.com.br/fasupi/...