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4K 1 de novembro de 2026 12h30 Missa, na Capelinha das Aparições

Luciano Costa

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4K 1 de novembro de 2026 12h30 Missa, na Capelinha das Aparições

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Luciano Costa
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1 de novembro de 2026 – Solenidade de Todos os Santos Muitas pessoas interrogam-se hoje sobre o sentido da vida e mesmo até se vale a pena viver. Esta pergunta é mais dolorosa quando se trata de uma pessoa doente, humanamente sem futuro, ou mesmo diminuída a tal ponto que a comunidade humana rejeita-a, como acontece com algumas crianças que nascem com incapacidades graves. A solenidade de Todos os Santos, quase ao terminar o Ano Litúrgico, vem recordar-nos que a vida humana é um dom de Deus e tem sentido e valor. 1. A nossa Esperança é Deus A esperança é, com frequência, uma palavra banalizada e, muitas vezes, sem qualquer conteúdo. As pessoas têm esperança de tudo: de que um doente recupere a saúde, o clube preferido de futebol ganhe, a as dificuldades acabem. No fim, é como quem passa a vida a beber e sempre com sede. As pequenas esperanças, mesmo quando se realizam, não nos tornam felizes. Só há uma esperança que vale apena alimentar: a esperança de crescer na amizade com Deus, até chegarmos a uma comunhão perfeita com Ele. E, para esta felicidade ser perfeita, deve durar para sempre. Quando vivemos uns momentos felizes, mas sabemos que são muito breves, aquela felicidade já não nos diz nada. • Marcados na fronte. O texto do Apocalipse proclamado como primeira leitura foi escrito em tempo de perseguição dos cristãos. Perante um mundo que se desmorona e deixa as pessoas desconcertadas, S. João levanta o braço a apontar-lhes o Céu. Hoje, diante do falhanço de todos os projetos humanos de uma vida sem dor, com a doença definitivamente vencida, sem inimizades, com amor pleno, temos necessidade de olhar para o Céu. Deste modo acertaremos o passo e reencontraremos o sentido da vida. O selo do Deus vivo que temos na fronte é o indelével caráter batismal, o sinal permanente de que somos filhos de Deus chamados a habitar na felicidade do Céu para sempre. «Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus». • A multidão dos eleitos. Ao falar dos eleitos do Céu, S. João fala-nos de uma multidão de bem-aventurados. O número de 144.000 eleitos é simbólico. Foi obtido multiplicando as doze tribos de Israel por doze mil, um dos números da plenitude na linguagem bíblica. «Depois disto, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas». Quando as pessoas, por falta de fé, comentam que a Igreja está a diminuir, desconhecem a realidade. A Igreja está sempre a crescer, desde a sua fundação, com as pessoas que vão chegando ao Céu e ali ficam para sempre. É a meta dos desportistas que triunfam. Se passearmos pelo meio destes eleitos, iremos encontrar muitas pessoas conhecidas que estiveram neste templo, trabalharam ao nosso lado, sentaram-se à mesma mesa das refeições. • A felicidade dos eleitos. Muitas vezes damos connosco a imaginar como será a felicidade dos eleitos. A nossa tentativa falha porque só podemos imaginar o que conhecemos. Santo Afonso Maria de Ligório explicava que, se prometêssemos a um cavalo uma refeição melhorada, ele ficaria a imaginar que seria um feno mais saboroso, ou outro manjar do seu conhecimento. Não seria capaz de sonhar com os bons pratos que os homens preparam. Assim somos nós, quando tentamos imaginar a felicidade dos bem-aventurados no Céu, apenas com o que conhecemos na terra. S. João tenta ajudar-nos: «Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão. E clamavam em alta voz: “A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. Todos os Anjos formavam círculo em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos.» Andemos um pouco, em espírito, pelo meio destes felizes eleitos do Senhor, e perguntemos-lhes se valeu a pena a vida que levaram na terra, a oração ao Senhor e a Nossa Senhora, a fidelidade aos Mandamentos a Lei de Deus, a preocupação de ajudar os outros no caminho da salvação. Dir-nos-ão com um sorriso de alegria que valeu a pena.