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Vinhas do Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura

Peregrino da Luz

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Vinhas do Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura

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Peregrino da Luz
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Avança a desertificação o envelhecimento da população - E a mão-de-obra é maioritariamente externa - Vinda dos país africanos de expressão portuguesa e árabes . Viticultores do Douro exigem concretização imediata de medidas para escoamento das uvas a preços justos e sem medidas que assegurem o futuro da Região Demarcada do Douro Gastam-se milhares de euros em festarolas e despreza-se agricultura Foz Côa é mais do que gravuras: é também a terra de quem a trabalha. Tal como sublinha O Prof.. Olímpio Sobral, as gravuras rupestres são, sem dúvida, um motivo de orgulho, trouxeram projeção, visitantes e criaram algumas oportunidades de emprego, para alguns. Mas Foz Côa não pode ser vista apenas como um destino turístico ou como uma paisagem de pedra gravada há milhares de anos. Foz Côa é também a terra de homens e mulheres que, geração após geração, cuidaram das suas vinhas, dos deus amendoais, dos seus olivais e das suas terras. São os pequenos viticultores que mantêm viva uma identidade agrícola única, mas que hoje enfrentam dificuldades cada vez maiores para sobreviver. Enquanto se celebra o património que trouxe reconhecimento internacional ao concelho, muitos produtores locais sentem que o seu próprio trabalho permanece esquecido. O preço pago pela uva, os custos de produção, a burocracia, as dificuldades de comercialização e a falta de renovação geracional tornam cada vez mais difícil continuar a cultivar a terra. A paisagem que encanta quem visita Foz Côa não nasceu apenas das gravuras. Foi também moldada pelo esforço dos agricultores, pelo trabalho das famílias que construíram socalcos, trataram das vinhas e preservaram um território que hoje todos valorizam.