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Quem não tinha carteira assinada não era atendido no SUS até 1988 — como se tratava?

O Brasil que Sumiu

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Quem não tinha carteira assinada não era atendido no SUS até 1988 — como se tratava?

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O Brasil que Sumiu
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Antes de 1988, ser atendido por um médico no sistema público brasileiro dependia de uma condição específica: ter carteira de trabalho assinada. Quem não contribuía para a previdência era classificado, na linguagem oficial da época, como indigente — trabalhador rural sem vínculo, doméstica sem registro, desempregado, dependiam de caridade ou de sorte. Em 1973, a taxa de mortalidade infantil em São Paulo chegava a noventa óbitos por mil nascidos vivos, enquanto o país celebrava o chamado milagre econômico. Este episódio reconstrói como um sistema de saúde nascido nos anos vinte, pensado como benefício contratual e não como direito de cidadania, chegou ao limite, os paliativos que a população desenvolveu para sobreviver fora dele, e como um grupo pequeno de médicos sanitaristas transformou uma crítica acadêmica numa das únicas emendas constitucionais da história do Brasil a nascer diretamente de um movimento social — mudando, em definitivo, quem o Estado considerava merecedor de existir formalmente diante de uma emergência médica. Este vídeo usa recursos de IA para representar as imagens nele contidas.