4. A.N, O Bardo X EduH - Exame de Consciência (prod. Layer)
Quem Nunca?
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4. A.N, O Bardo X EduH - Exame de Consciência (prod. Layer)
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Quem Nunca?
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Ouça o álbum completo no Spotify: http://abre.ai/spotifyeduh
Canal AN: http://abre.ai/canalan
Ficha técnica EP: Consciência de Si
Compositores: Eduardo e Antonio Neto
Mix/master: GregBeatz
Editor do vídeo: Letícia Lima
Produção instrumental: Don P
Sobre o EP: nasceu para a efemeridade, nasceu para a efemeridade por ser arte baixíssima (por favor, vá escutar Beethoven, Bach e companhia). Nasceu para morrer e declarar às mazelas que escutarão: “Eu sou Lázaro e estou vivo”. Não pretende permanecer, contenta-se com a transitoriedade, com o levar da mensagem omitida pela mídia e pelo cotidiano pós-moderno, não busca ser politicamente correto, busca a verdade, que é o Cristo presente em sua esposa, a Igreja. Possui uma ordem lógica, vai da decepção amorosa à redenção individual, do frustrar-se, primeiro, com o exterior, para, depois, com o interior. Pretende deixar claro, por relatos confessionais, a insuficiência humana e sua incapacidade de alcançar o bem puro e simples sem o transcendente. As músicas subsistem por si mesmas, mas podem ser mal interpretadas sem o contexto geral, o qual foram submetidas. Todas as referências foram usadas para atiçar o âmago de quem escuta, a fim de que este procure conhecer, desprender-se do senso comum moderno, para que, pela providência, rume ao senso comum chestertoniano. “Basta dizer “uma vida de homem”, para que sintamos na alma uma particular ressonância. A menos que ande no ar um vício profundo, todos sabem que uma vida de homem é algo de sagrado. Mas por quê?” ―Lições de Abismo, Gustavo Corção.
Letra
AN:
Ah, Deus sabe
Da minha cicatriz,
De tudo que fiz.
Demasiado infeliz
Refiz a minha imagem
E cai, pois me contrafiz,
Ouvi a minha própria vontade.
A Mãe sabe
O que omiti,
Fiz tantos sorrir
A troco de
Uma abstrata maquiagem.
Eu só transparecia
E à noite escorriam
Lágrimas minhas.
O sábio palhaço.
Fiz-me de aço,
Vivi o marasmo,
Entrei em hiato,
Mas perdi o compasso. (2x)
Ah, Deus sabe
Da noite escura
Da minh’alma,
Não via cura
Pois consumo
Muita mágoa.
Debati em Ágora
E meus pensamentos
Não botava em prática,
As más práticas,
Fizeram-me escravo.
Fui humilhado
Pelo oráculo de Delfos,
Fiquei saturado
E até hoje as ruínas trago:
Afago o meu âmago atormentado
Por querer o amparo
De qualquer concubinato ―Ordinário!
Serei um paradoxo: um soldado
Que batalha olhando para trás.
Amante do ortodoxo,
Larguei o meu passado
E creio num passado antecipado,
Amado e ecoado
Por um crucificado vivaz(4x).
Fiz-me de aço,
Vivi o marasmo,
Entrei em hiato,
Mas perdi o compasso. (2x)
Eduh:
O sofrimento de uma vida sem sentido:
Metade dos meus amigos estão aprisionados no hedonismo.
Meditei, lembrei que ainda tenho consciência,
Lamentei, lembrei dos pecados da adolescência,
Ajoelhei, pedindo a Deus por clemência,
Confessei almejando a verdadeira indulgência.
Tenha paciência consigo,
Apenas Nosso Pai transforma água em vinho,
Lembra-te que terás que caminhar sobre os espinhos,
Mas não estará sozinho, mas não estará sozinho.
Meus sonhos da vida adulta
Consistem em não realizar
Os meus sonhos da juventude,
Então, persisto.
Qual é a forma que tu usas para mostrar que está vivo,
Se afundando em teus malditos vícios?
Ajoelho no genuflexor, exponho a dor, declino.
Dialogo com o reflexo, acho o Erro de Narciso
Entre o feijão e o sonho.
Com a coragem de Odisseu em suas aventuras
Nessa cidade pútrida, trágica.
Constatei que a vida é dura, tento fugir, mas ela me puxa.
Constatei que me torno menos homem
Quando estou em meio à multidão,
Olhar ao exterior apenas,
Não basta para achar a solução.
Não mudarei a minha cosmovisão
Nem por rios de moedas de prata,
Nem que fiquemos solitários,
Perdidos na imensidão,
A cruz será a bússola de nossas almas.