CONCEITO MAITLAND de TERAPIA MANUAL TRATAMENTO da COLUNA VERTEBRAL - Fisioterapia Dr. Robson Sitta
Dr. Robson Sitta
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CONCEITO MAITLAND de TERAPIA MANUAL no TRATAMENTO da COLUNA VERTEBRAL
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FISIOTERAPIA ESPECIALIZADA
Fisioterapia Especializada
Terapia Manual
Conceito Mailtand
Tratamento com movimentos acessórios da coluna vertebral
PAC - Pressão póstero-anterior central
PT - Pressão Transversa
PAUni - Pressão póstero-anterior unilateral
CONCEITO MAITLAND de TERAPIA MANUAL
O Conceito Maitland é uma técnica de manipulação e mobilização articular, que pode ser realizada em qualquer articulação respeitando as direções, as amplitudes do movimento a orientação das superfícies articulares e a individualidade anatômica de cada indivíduo, aplicando de forma eficiente o grau de mobilização apropriado ao estágio da disfunção evoluindo as mobilizações passivas acessórias (artrocinemática) e fisiológicas, para movimentos ativos, com qualidade, sendo que o grande diferencial do conceito Maitland é o Raciocínio Clínico.
Surgiu na década de 60, na Austrália, sendo idealizado pelo Fisioterapeuta Geoffrey Douglas Maitland (1924-2010), co-fundador da IFOMT (International Federation of Orthopedic Manipulative Therapists), desenvolveu o seu conceito de avaliação e tratamento. Atualmente, consiste em um método padrão e imprescindível na vida profissional de fisioterapeutas que trabalham com terapia manual. Este conceito baseia-se em dados clínicos colhidos através de uma anamnese minuciosa. Tem sido um dos pilares da fisioterapia manipulativa moderna.
O Conceito Maitland preconiza que "Manipulação e Mobilização não são como um jogo de golfe", ou seja, independente da habilidade do fisioterapeuta, as peças articulares só podem ser mobilizadas ou manipuladas nas direções de funcionamento das mesmas; que a avaliação deve ser feita de forma analítica, somando as informações colhidas no exame subjetivo e objetivo para que seja tomada a decisão do procedimento terapêutico (Maitland 1986). A contribuição de Geoffrey Maitland, na Terapia Manual, foi classificar os graus de mobilização articular, para que tivessem maior aplicabilidade clínica.
Grau I: mobilização de pequena amplitude que não chega à barreira restritiva;
Grau II: mobilização de grande amplitude que não chega à barreira restritiva;
Grau III: mobilização de grande amplitude que chega à barreira restritiva;
Grau IV: mobilização de pequena amplitude que chega à barreira restritiva;
Grau V: mobilização de pequena amplitude feita em alta velocidade após a barreira restritiva, conhecida como manipulação.
Os graus I e II são utilizados em quadros álgicos, enquanto os graus III e IV são utilizados quando a restrição de movimento é o principal fator relacionado ao sintoma. O Conceito Maitland preconiza 2 formas de aplicação das técnicas passivas articulares: sustentadas ou oscilatórias, que podem ser utilizadas através de movimentos passivos fisiológicos e acessórios. A aplicação das mobilizações articulares passivas proporciona ao tecido conjuntivo uma resposta mecânica.
Tecidos conjuntivos tais como pele, fáscias, ligamentos, tendões, cápsulas articulares e fáscias musculares são compostos por tecidos extracelulares e celulares distintos, com diferentes curvas de tensão e carga (Lederman 2001). A primeira tarefa do fisioterapeuta - investigador, segundo o Conceito Maitland, é utilizar o raciocínio clínico para identificar qual (ais) tecidos estão comprometidos, e a partir dessa decisão, a aplicação da carga: local, duração e amplitude são escolhidas.
O Método Maitland é definido por seu tratamento não ser embasado apenas numa técnica de mobilização articular, mas sobre uma filosofia que engloba a avaliação e o tratamento, que defende o raciocínio baseado principalmente nos achados clínicos.
Objetivos do Método Maitland
Esse método é utilizado para tratamento ortopédico, ajudando a aliviar dores e liberar com segurança as articulações, restaurando a amplitude de movimento normal, melhorando, assim, a função do corpo humano.
O tratamento está indicado para pacientes com disfunções neuromusculoesqueléticas (podendo estar envolvidas as articulações periféricas e/ou da coluna vertebral, além da articulação temporomandibular – ATM).