TRAIL SERRA DA FREITA 2026 - 31 km
Tail of the Trail
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TRAIL SERRA DA FREITA 2026 - 31 km
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TRAIL SERRA DA FREITA 2026 - 31 km
20 Anos de Freita. 20 Anos de Histórias.
Depois de algumas mudanças de última hora — acrescentámos gente, tirámos gente, encurtámos a distância — lá seguimos caminho. No final, acabámos por ser quatro a representar os Évora Night Runners: João, João, Ricardo e eu. Quatro amigos, uma equipa e o mesmo objetivo: superar a Freita. Como manda a tradição, saímos de Évora no dia anterior rumo a Arouca para pernoitar no Solo Duro. Faz parte do ritual. Chegar cedo, sentir o ambiente, respirar a serra e entrar no espírito da prova ainda antes do tiro de partida.
Na manhã da corrida, o nervoso miudinho estava lá. Sabíamos que a versão curta não deixava de ser Serra da Freita. E a Freita nunca oferece nada.
Cada um arrancou ao seu ritmo e, por isso, o combinado era encontrarmo-nos apenas na meta para trocar as histórias e peripécias da corrida. Mal arranco, rapidamente percebo que ali não há quilómetros fáceis. Atravessamos Arouca e, pouco depois, começam as primeiras subidas em direção à Serra da Freita. Os trilhos serpenteiam montanha acima, alternando entre troços mais corríveis e outros onde as pernas têm de trabalhar a sério. O primeiro abastecimento surge aos 10 km, em Pedrogão, na altura certa. Uns goles, qualquer coisa para comer e siga. Ainda havia muito para descobrir.
A partir daqui a prova ia começar a doer. Íamos passar as tão conhecidas Goelas da Freita e logo depois o Coice da Mula. A paisagem é daquelas que faz parar o relógio. Vales profundos, montanhas sem fim e aquele silêncio da serra que só é interrompido pela respiração ofegante dos atletas e por algumas palavras de incentivo trocadas pelo caminho. É impossível não pensar nos milhares de corredores que, ao longo destes 20 anos, passaram pelos mesmos trilhos.
Subi as Goelas e senti que tinha ido melhor do que em 2021, ano em que as fiz pela primeira vez. Seguiu-se o Coice da Mula — e que coice… mais uma subida daquelas que não perdoam.
Vou seguindo, sempre a absorver a Freita, até que chego à Malhada para o segundo abastecimento já com muitos quilómetros nas pernas. O corpo começa a acusar o esforço, mas a cabeça sabe que a meta está cada vez mais perto. É nesta altura que a magia do trail acontece: quando as pernas querem abrandar e a vontade de chegar continua a puxar por nós.
Os últimos quilómetros são uma mistura de desgaste e felicidade. São cerca de 8 km quase sempre a descer, onde a descida até parece menos técnica do que aquilo que as pernas já sentem. A meta aproxima-se rapidamente. E quando finalmente entro na reta final, percebo porque é que a Freita continua a ser uma referência do trail nacional.
Cruzar a meta não é apenas terminar uma corrida. É fazer parte de uma história com 20 anos. Uma história construída por atletas, voluntários, organização e por todos aqueles que regressam ano após ano para desafiar a serra e a si próprios.
A Freita não é apenas uma prova. É uma experiência. É sofrimento, amizade, superação e aventura. E agora também faz parte da nossa história.
Quatro Évora Night Runners chegaram, desafiaram e superaram a Freita. Porque no trail, mais importante do que o tempo, são as histórias que levamos connosco.
Viva a Freita. Viva o Trail. Viva os Filhos da Freita! 🏃⛰️💚
TRAIL SERRA DA FREITA 2026 - 31K
00:00 - Inicio
00:30 - Ambiente de preparação anterior à partida.
01:30 - Partida para os 31 km
17:30 - Bustelo
34:15 - Fuste
38:40 - 1ºP.A. - Pedrogão ( 10 km)
46:00 - Inicio da subida das Goelas
52:51 - Topo das Goelas( 15,5 km)
55:30 - Trilho Coice da Mula
56:07 - 3º P.A. - Malhada ( 21 km)
01:02:15 - Cascata Bica de Água d'Alta
01:04:09 - 4º META - Arouca ( 31 km)