A Virgem de La Salette (Aparição de Nossa Senhora de La Salette 1846)
Salve Rainha
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A Virgem de La Salette (Aparição de Nossa Senhora de La Salette 1846)
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No alto do monte silêncio e bruma
Onde o frio da pedra abraça o ar
Um globo de luz que a terra consome
Revela a Senhora a se lamentar
O rosto escondido nas mãos fatigadas
Um pranto contínuo que banha o chão
De quem vê os filhos perdidos na estrada
Esquecendo a rota da salvação.
Ela chora por nós, pelo tempo perdido
Pelo domingo profanado e esquecido
Um apelo de mãe a todos seus filhos.
Ó, Virgem de La Salette, a chorar no monte
Trazes na cruz o fardo e a luz
O martelo da culpa que a alma consome
E o alicate que a graça conduz
Ensina o teu povo a rezar,
E o amor a Deus sempre buscar.
No peito o crucifixo de glória e tormento
Marcado por ferros de dor e de amor
As rosas que cercam seu manto e lamento
São frutos do pranto de um Deus criador
A foice enferruja na terra sem trigo
O aviso nos campos já veio tocar
Mas há tempo ainda de vencer o perigo
Se a alma nos braços de Deus se entregar
"Se o meu povo não quer se curvar"
As lágrimas caem sem fim
"Tanto tempo sofri sem parar
E tuas culpas pesam assim..."
Um grito de amor que atravessa a montanha
Chamando os filhos que o mundo emaranha
Ó, Virgem de La Salette, a chorar no monte
Trazes na cruz o fardo e a luz
O martelo da culpa que a alma consome
E o alicate que a graça conduz
Ensina o teu povo a rezar,
E o amor a Deus sempre buscar.
Ó, Virgem de La Salette, a chorar no monte
Trazes na cruz o fardo e a luz
O martelo da culpa que a alma consome
E o alicate que a graça conduz
Ensina o teu povo a rezar,
E o amor a Deus sempre buscar
A luz vai sumindo na imensidão
Mas o eco do pranto ficou
Nossa Senhora de La Salette
Rogai por quem tua voz escutou