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O Ritmo do Eterno: Tempo para voar, por Cid Guerrero

Filosofia e espiritualidade para a maturidade!

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O Ritmo do Eterno: Tempo para voar, por Cid Guerrero

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Filosofia e espiritualidade para a maturidade!
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O Ritmo do Eterno, por Aparecido López-Guerrero [Verso 1] Lembrei-me de uma manhã, o sol no horizonte nascia Um casulo preso à árvore, em silêncio eu via A borboleta rompia o invólucro, ensaiando viver Mas eu tinha pressa, não soube esperar o nascer Olhei o relógio, o mundo corria lá fora E a vida pedia o tempo que eu não tinha agora. [Verso 2] Irritado e impaciente com a lentidão daquela luz Curvei-me diante do mistério que o tronco produz Comecei a esquentar o casulo com o meu próprio sopro Apressando o milagre, forçando o casulo já roto E o invólucro se abriu num ritmo que não era o natural O tempo do homem roubando o compasso vital. [Refrão] Mas o sopro que queria dar a vida... trouxe o fim O tempo sagrado da terra não pertence a mim As asas precisam do sol para se desdobrar A pressa do mundo só sabe a beleza quebrar Não corra, não force, aprenda a confiar É o ritmo do eterno que deve guiar. [Verso 3] Ela saiu se arrastando e o horror me tocou As asas enrugadas, que o tempo não formou Seu pequeno corpo trêmulo lutava no chão E eu assoprava em vão, na mais pura ilusão Era tarde demais para o estrago reverter O sol que faltou não a veria voar e crescer. [Ponte] Ela se agitou num desespero final E morreu na minha mão, de forma fatal Aquele pequeno cadáver que o vento guardou É o peso mais denso que em minha alma ficou Compreendo hoje o erro, o pecado mortal: Violas as leis da natureza é o erro final. [Refrão] (Coro sutil ao fundo acompanhando as vozes principais) Pois o sopro que queria dar a vida... trouxe o fim O tempo sagrado da terra não pertence a mim As asas precisam do sol para se desdobrar A pressa do mundo só sabe a beleza quebrar Não corra, não force, aprenda a confiar É o ritmo do eterno que deve guiar. [Outro] Não devemos nos apressar... Nem nos impacientar... Apenas seguir, com fé e esperança. Nos braços do eterno...