Перейти к содержимому

Torre medieval e solar dos Metelo, ecos de um passado distante - Portugal

Lugares Encantados em Portugal

0:00 / 0:00

Torre medieval e solar dos Metelo, ecos de um passado distante - Portugal

1 456 просмотров · 1 месяц назад
Lugares Encantados em Portugal
3,24 тыс. подписчиков
1 456 просмотров · 1 месяц назад
O Solar dos Metelos, também conhecido como Torre Solar dos Metelos, localiza-se na atual freguesia de Freixeda do Torrão, município de Figueira de Castelo Rodrigo, no Distrito da Guarda, em Portugal Trata-se de um solar seiscentista construído em pedra, à moda dos solares da Beira Alta. É famoso pela sua robusta e rude torre. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1977. O conjunto habitacional designado por Torre dos Metelo é constituído por duas áreas distintas, uma correspondente ao torreão medieval, outra ao solar seiscentista. Segundo a tradição local, afirma-se que o seu primeiro proprietário seria o caldeireiro do rei, pois a pedra de armas exibe duas caldeiras. Historicamente é de época posterior, pois tal proprietário seria da família Metelo, morgados de Valongo, condição instituída em 1357 por Sanches Martins e sua esposa Maria Domingues Martins. A torre foi edificada no século XV pelos Metelo e, é de planta quadrada, obedecendo em semelhança às estruturas das torres de menagem medievais, não tendo no entanto qualquer carácter defensivo, uma vez que nesta época as torres eram erigidas como meros símbolos senhoriais. No entanto, conserva uma estrutura defensiva, de paredes fechadas, mas com o propósito de ser apenas uma habitação senhorial. Contudo, o detalhe que mais se destaca na sua aparência medieva, é o seu conjunto das janelas de balcão com mata-cães no registo superior, um elemento introduzido nas casas-torre no século XV que marca a evolução destas edificações como elementos de arquitetura civil. Nas centúrias seguintes, a estrutura da Torre dos Metelo foi-se revelando insuficiente para servir de habitação a uma família senhorial certamente numerosa, sendo acrescentado no século XVII, no espaço contíguo, um solar, que conta uma sucessiva acumulação de acrescentos e alterações nos remates do casario, da torre e na disposição perpendicular dos pináculos piramidais. A torre de secção quadrangular, é rematada por pináculos coroados por esferas, que foram adicionados durante a construção do solar. As fachadas da torre estão divididas em três registos, possuindo no primeiro, portais de moldura retangular encimados por arco de volta perfeita cego. O segundo registo não tem qualquer elemento decorativo, à excepção da fachada sul, que possui porta de moldura retangular, utilizada até ao início do século XX como ligação passadiço, entre a torre e o solar. No último registo foram edificados balcões com mata-cães, assentes em mísulas trilobadas. Interiormente, os pisos são diferenciados por estrutura de madeira acessíveis por escadas interiores de uns pisos para os outros. No século XVII foi edificado o solar, adossado à estrutura da torre. De planta irregular, em L, o Solar dos Metelos apresenta uma estrutura pouco homogénea, uma vez que o conjunto residencial foi resultado de sucessivas campanhas de obras, que lhe conferiram irregularidade planimétrica. Desenvolvendo-se horizontalmente, a fachada é marcada pela repetição de janelas a espaços regulares. O edifício está dividido em dois registos, sendo o piso inferior destinado a armazém e o superior a habitação. Na fachada principal, no primeiro registo, foram abertas cinco portas de moldura retangular e três janelas de peito, de moldura semelhante. No segundo registo, ao centro, foi colocada pedra de armas, datada de 1818, e janela de sacada com varandim e guarda de ferro. A cada um dos lados desta está um conjunto de quatro janelas de peito, todas de moldura quadrangular. Do lado direito da fachada foi construído um muro alto com portão em arco abatido encimado por arquitrave e mísula, no qual foram inscritas as letras TMNL , numa referência a um dos proprietários do solar, Tomaz Metello de Nápoles e Lemos, Visconde de Nápoles e Lemos. No início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, quando as redondezas foram devastadas pelas tropas napoleónicas sob o comando de Jean-Andoche Junot, André Masséna e Nicolas Jean de Dieu Soult, devido ao seu isolamento, o solar não conheceu o destino de muitos outros na região, sendo tão somente ignorado. Neste momento, inclusive, foi-lhe acrescentada uma janela, datada de 1808. No século XX o rústico paço foi vendido no ano de 1930, a Francisco António Mexedo Pinto Bordalo, a Aires de Beirão e a Diogo Américo de Beirão, pondo em andamento diversas campanhas de obras, durante as quais foi remodelado o interior do edifício e construídos diversos anexos, enquanto o passadiço que ligava o solar à torre foi demolido, de igual forma também foi demolida no interior do casarão, a antiga capela de Nossa Senhora da Esperança, onde, segundo a tradição, as parturientes acendiam velas em sinal de promessa e devoção a essa imagem. Foram, juntamente com estas modificações, feitas várias remodelações no interior do paço, o que incluiu a decoração, por iniciativa de Diogo de Beirão. Atualmente, continua propriedade privada, é utilizado como residência de uma família.