Saudade
Zero Kelvin
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Saudade
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Zero Kelvin
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Na minha breve vida que ainda vivo,
Vi uma geração inteira desaparecer;
O laço que era firme e afetivo,
A terra veio aos poucos recolher.
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Prompt/ Estilo :ock romantic ballad, warm male mid-range vocals with rounded tone and plate reverb on the lead, acoustic guitar-led arrangement, slow 68 BPM pulse, bittersweet emotional delivery
Lyrics:
Na minha breve vida que ainda vivo,
Vi uma geração inteira desaparecer;
O laço que era firme e afetivo,
A terra veio aos poucos recolher.
Tios e tias de sorrisos largos,
Avós que eram faróis na escuridão,
Deixaram só silêncios tão amargos,
E um vazio sem fim no coração.
O tempo avança, implacável e voraz,
Devora as vidas, apaga a nossa luz,
E o que fomos não importa mais,
No frio esquecimento que nos conduz.
Amigos que cresceram ao meu lado,
Com quem dividi sonhos e canções,
Hoje pertencem todos ao passado,
São cinzas em remotas direções.
E tantos conhecidos que cruzavam
Meus passos pelas ruas da cidade,
Sumiram como as brisas que passavam,
Perdidos no deserto da saudade.
O tempo avança, implacável e voraz,
Devora as vidas, apaga a nossa luz,
E o que fomos não importa mais,
No frio esquecimento que nos conduz.
O tempo morde as horas com firmeza,
E continua a sua marcha inglória;
Não há abrigo contra essa certeza,
Que risca os nossos nomes da história.
Não temos como evitar o corte,
Que decepa o minuto e a memória,
Pois cada passo em direção à morte,
Desfaz a nossa frágil trajetória.
O tempo avança, implacável e voraz,
Devora as vidas, apaga a nossa luz,
E o que fomos não importa mais,
No frio esquecimento que nos conduz.
Caminhamos, em filas, lado a lado,
Rumo à grande e muda eternidade,
Onde o presente vira um pó passado,
Desprovido de luz ou identidade.
E lá no fim de tudo, recolhidos,
No abismo onde o silêncio faz seu ninho,
Seremos para sempre esquecidos,
Como se nunca estivéssemos no caminho.
O tempo avança, implacável e voraz,
Devora as vidas, apaga a nossa luz,
E o que fomos não importa mais,
No frio esquecimento que nos conduz.