MÃE ACUSA O PRÓPRIO IRMÃO - "ELE ABUS0U E MAT0U MEU FILHO"
CASOS REAIS DE TRIBUNAL DO JÚRI
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MÃE ACUSA O PRÓPRIO IRMÃO - "ELE ABUS0U E MAT0U MEU FILHO"
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CASOS REAIS DE TRIBUNAL DO JÚRI
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Neste vídeo, você acompanha o forte e emocionante depoimento de Cátia, mãe de Andrei, de 12 anos, durante o Tribunal do Júri que tem como réu Jeverson, irmão da própria Cátia, tio e padrinho da vítima.
O caso aconteceu em Porto Alegre (RS), na madrugada de 30 de novembro de 2016. Poucas semanas antes, Jeverson havia se hospedado na residência da irmã após vir do Rio de Janeiro para trabalhar no Ministério Público do Rio Grande do Sul. Dentro do apartamento, ele dividia o quarto com Andrei e outro sobrinho. Na noite dos fatos, porém, o outro jovem estava trabalhando, e Jeverson e Andrei ficaram sozinhos no quarto.
Segundo Cátia, horas antes da tragédia Andrei estava alegre, fazia planos para as férias, queria participar de atividades no condomínio e mantinha uma relação muito próxima e carinhosa com a mãe. Ela conta que naquele mesmo dia os dois chegaram a dormir abraçados, momento que descreveu no júri como “meu último sono com ele”.
Quando voltou para casa por volta das 23h25, Cátia encontrou o filho deitado na parte superior de uma triliche e o irmão na cama logo abaixo. Algo chamou sua atenção: Andrei, normalmente comunicativo e afetuoso, estava muito quieto. Já Jeverson teria insistido repetidamente que estava com sono e queria dormir. Hoje, a mãe afirma acreditar que o irmão tentava impedir uma conversa mais longa entre ela e o filho. Texto colado
Horas depois, já durante a madrugada, Jeverson teria acordado Cátia dizendo que “aconteceu uma tragédia”. Ao entrar novamente no quarto, ela encontrou o filho sem vida e passou a tentar compreender o que havia ocorrido.
Um dos momentos mais marcantes do depoimento acontece quando Cátia relata que, enquanto tentava verificar o filho, Jeverson teria chamado atenção para sua própria arma e, posteriormente, dito:
“Não mexe nele para não alterar a cena do crime.”
A mãe destacou aos jurados que aquela frase ficou gravada em sua memória porque, naquele instante, ela própria ainda nem conseguia compreender a situação como uma cena de crime.
Outro ponto questionado no julgamento envolve a versão inicial de suicídio. Segundo Cátia, pouco depois da morte, o irmão já dizia a pessoas presentes que o caso estaria confirmado como suicídio e que imagens teriam sido analisadas pelo IGP. A mãe estranhou essa afirmação porque, conforme seu relato, o corpo de Andrei ainda nem havia deixado o apartamento.
O celular da vítima também aparece como elemento importante. Cátia conta que o aparelho ficou por um período sob responsabilidade do acusado. Quando a família recuperou o telefone, percebeu mudanças no acesso ao aparelho. Durante o julgamento, também foi discutido que o celular teria sido acessado depois da morte de Andrei e que mensagens e arquivos teriam sido apagados nesse intervalo.
Segundo a linha explorada pela acusação durante o depoimento, esses elementos levantariam a hipótese de que teria ocorrido uma tentativa de construir posteriormente uma narrativa de suicídio. A defesa, por sua vez, tem o direito de contestar as acusações e as interpretações apresentadas no julgamento.
O depoimento de Cátia ganha ainda mais impacto pelo conflito familiar: ela está diante dos jurados relatando fatos contra o próprio irmão, homem que até então era próximo da família e padrinho dos seus filhos. Logo no início, ela afirma que mantinha relação normal com Jeverson e que anteriormente não tinha motivos para acusá-lo.
Este vídeo apresenta um dos depoimentos centrais de um caso marcado por mistério, vínculos familiares, questionamentos sobre a cena encontrada no quarto, o celular da vítima e as circunstâncias que antecederam a morte de Andrei.
Observação: a transcrição utilizada neste vídeo termina antes da conclusão integral do julgamento e não contém, nesse trecho, a leitura do veredicto ou da sentença. Por isso, Jeverson é tratado aqui como acusado/réu, conforme aparece no próprio julgamento.
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