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Análise do Mercado Financeiro | De Olho Na Semana #32 - BR Partners

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Análise do Mercado Financeiro | De Olho Na Semana #32 - BR Partners

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Cenário Macro Global: Estados Unidos, Europa, Petróleo, Brasil e Mercados Nesta atualização de cenário, analisamos a continuidade da abertura dos juros soberanos globais, em um ambiente marcado por atividade resiliente, inflação pressionada e elevados níveis de endividamento público. Nos Estados Unidos, o debate passou de quando o Fed voltaria a flexibilizar para até onde o ciclo de alta pode avançar. No Brasil, a dinâmica segue distinta, com a curva local fechando apesar da deterioração observada nos mercados internacionais. Principais temas abordados: — Estados Unidos: A ponta longa das Treasuries voltou a atingir níveis elevados, enquanto uma emissão mais fraca do Tesouro reforçou as discussões sobre demanda por duration. Ao mesmo tempo, o PMI mostrou atividade aquecida e pressões de custos persistentes, levando o mercado a ampliar as apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve. — Europa: O mercado começou a diferenciar de forma mais clara o risco soberano dentro da Zona do Euro, com destaque para a abertura dos juros e do CDS francês. Avaliamos como o cenário fiscal, a fragmentação política e a proximidade das eleições presidenciais vêm aumentando o prêmio exigido para os ativos do país. — Comércio internacional: O encontro entre Estados Unidos e China trouxe uma extensão da trégua comercial e avanços pontuais em tarifas, mas questões estruturais envolvendo tecnologia, minerais críticos e produtos agrícolas permanecem sem solução. O movimento reduz o risco imediato sem eliminar as tensões entre as duas maiores economias do mundo. — Geopolítica e petróleo: O mercado de energia segue marcado por elevada volatilidade e por uma divergência relevante entre Brent e WTI. Discutimos os efeitos das restrições no Estreito de Ormuz, das negociações diplomáticas e do debate americano sobre exportações de diesel, que pode trazer implicações adicionais para a inflação global. — Brasil: O IPCA-15 veio acima das expectativas, com nova pressão nos serviços subjacentes, elevando a exigência para novos cortes da Selic. Avaliamos também a perda de tração da atividade, as sinalizações da ata do Copom e do Relatório de Política Monetária e os impactos do choque de commodities sobre os preços domésticos. — Fiscal e política: O cenário fiscal segue desafiador, mesmo diante de arrecadação elevada, enquanto novos desdobramentos políticos e institucionais aumentam a incerteza às vésperas do primeiro turno. As pesquisas eleitorais seguem mostrando uma disputa apertada, com mudanças relevantes na composição do apoio entre diferentes faixas de renda. — Mercados: O fortalecimento do dólar e a abertura das curvas de juros globais pressionaram diversos ativos internacionais. No Brasil, a dinâmica permaneceu distinta, com fechamento dos vértices intermediários e longos da curva local, mesmo diante da abertura das Treasuries e de outros juros soberanos. — Agenda: A semana será decisiva para o cenário americano, com JOLTS, ADP, núcleo do PCE e Payroll ajudando a calibrar as expectativas para os próximos movimentos do Fed. No Brasil, o foco estará nas contas externas, IGP-M, PNAD, Caged e produção industrial, além da proximidade do primeiro turno das eleições. Este material tem caráter informativo e reflete a avaliação de cenário no momento da gravação. #CenarioMacro #EconomiaGlobal #FederalReserve #Copom #Juros #Inflacao #Geopolitica #Petroleo #MercadosFinanceiros #Brasil