Festival Bach - Ângelo Camin, órgão
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Festival Bach - Ângelo Camin, órgão
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Festival Bach - Ângelo Camin, órgão
Ano/Year ??
Lado/Side A - Matrix Academia Santa Cecília ASC-13 - A
J. S. Bach
00:00 Fantasia e
06:37 Fuga em sol menor
Pastoral em quatro secções
12:44 Pastorella
15:29 Andante
18:23 Adagio
22:47 Allegro
Ângelo Camin, organista/organist
Órgão: Igreja Cristo Redentor, Rio de Janeiro
Lado/Side B - Matrix Academia Santa Cecília ASC-13 - B
26:09 Coral «O Haupt voll Blut und Wunden»
28:58 Coral «In Dir ist Freud»
31:55 Adagio (V Sonata)
Passacaglia e Fuga BWV 582
38:09 Passacaglia
45:47 Fuga
Ângelo Camin, organista/organist
Órgão: Igreja Cristo Redentor, Rio de Janeiro
Ficha Técnica:
Digitalização e restauração sônica: Paulo Esquef
Texto:
1. Fantasia e Fuga em sol menor.
Foi Griepenkerl quem, em 1844 reuniu estas duas peças. Na realidade eram independentes. A Fantasia, uma das mais sublimes composições de Bach, consta de uma secção cadencial livre, quase recitativo, alternando com uma parte imitativa, contemplativa, religiosa. O processo é repetido e em seguida, uma progressão modulante reconduz à cadência e ao final. A Fuga, de acordo com os historiógrafos é baseada sobre uma Canção de Matheson, bastante modificada por Bach, 'com o intuito de dar vivacidade ao tema. É uma das mais difíceis e extensas peças do repertório organístico. Griepenkerl diz que sua composição é posterior à Fantasia.
2. Pastorale em quatro secções.
A Pastoral, como as seis Sonatas em forma de Trio, as Partitas sobre diversos Corais e a Passacalha, parece ter sido composta para Cravo com dois teclados e pedaleira. Indicam-no certas peculiaridades na escritura, acarretando certas dificuldades na forma de registrar ao órgão. Além disso, o pedal é pouco usado. A Pastorella inicia por um diálogo sobre um pedal de tônica, modulando mais tarde para a dominante. Neste tom, o dialogo é invertido. O final, após várias imitações dialogantes, repousa sobre a tonalidade do relativo menor do tom da segunda secção. O Andante é uma peça de forma binária, melodiosa, baseada sobre o tom de Do maior (dominante da Pastorella que é em Fá). Segue-se um Adagio, um solo de Oboé, com ligeiros comentários do baixo. Caráter tranquilo, bucólico. Finaliza a composição um Allegro onde a segunda parte inverte o processo fugal da primeira, sistema adotado em algumas Gigas das Suites francesas.
3. Prelúdio de Coral «O Haupt voll Blut und Wunden» (Ó face ensanguentada). Este Coral traz também o título de «Herzlich tut mich verlangen» (De coração permita-me pertencer). E' o famoso Coral das Paixão e esta é a elaboração mais conhecida e mais profunda deste Coral.
4. Prelúdio de Coral «In dir ist Freude» (Em Tí está a alegria) também é bastante conhecido. Um baixo Obstinado no pedal fornece, na opinião de Schweitzer e Spitta, o motivo que ilustra a palavra «alegria». Toda a composição, de uma vitalidade e espirito exuberantes, parece justificar o titulo do Coral.
5. O «Largo» da Sonata para órgão nº 5 é o segundo movimento da referida sonata. Como já foi dito, estas obras foram escritas para Cravo com dois teclados e pedaleira e, ao que parece, com objetivos pedagógicos; com efeito, é opinião da maioria dos biógrafos de Bach que ele escreveu as seis sonatas com o intuito de dar a seus dois filhos, Felipe Emanuel e Guilherme Friedman, uma técnica transcendental no uso de teclados e pedal do órgão. O Largo da 5.a sonata é, contudo, um dueto com acompanhamento de uma extraordinária beleza, onde a técnica da imitação faz pendão à inspiração melódica.
6. A Passacalha de Bach também é considerada por Schweitzer, como uma obra concebida para cravo a dois teclados e pedaleira. Passacalha é uma dança, de origem espanhola, onde um baixo obstinado, normalmente de oito compassos, serve de suporte a uma série de variações. Alguns entendidos são de opinião que Bach tomou por modelo a Passacalha de Dietrich Buxtehude. Mas a Passacalha de Bach com suas vinte variações e o fugato final (aqui a novidade) é muito mais ampla e constitui verdadeiro monumento à forma da variação.