Exu, o decano dos Orixás: narrativas da ancestralidade negra brasileira
Fábio R. Penna
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Exu, o decano dos Orixás: narrativas da ancestralidade negra brasileira
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Fábio R. Penna
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Vídeo de apresentação da iniciativa cultural “Exu, o Decano dos Orixás: narrativas da ancestralidade negra brasileira”, de Antonio Penna de Obatalá, contemplada com o 3º lugar na categoria Literatura – Região Sudeste da V Edição do Prêmio Palmares de Arte, promovido pela Fundação Cultural Palmares.
A iniciativa foi concebida a partir da preservação, da transmissão e da circulação de narrativas ancestrais cultivadas há mais de sessenta anos no ambiente do Axé Obá Igbô Igbomina Malê e no seio da família de Antonio Penna de Obatalá, em Duque de Caxias (RJ).
A escrita literária dessa tradição, iniciada por Antonio Penna na década de 1990, resulta em uma obra inédita composta por 19 contos, inspirados na tradição igbomina malê e na memória afro-brasileira. Ao reconstruir literariamente Exu como princípio de comunicação, movimento, humanidade e permanência ancestral, o livro transforma a oralidade em patrimônio escrito, contribuindo para a salvaguarda de saberes historicamente invisibilizados.
A publicação desta obra representa um compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento sobre as religiões de matriz africana. Destina-se especialmente à circulação em escolas, sobretudo da rede pública, como instrumento de educação para as relações étnico-raciais, de valorização da cultura afro-brasileira e de enfrentamento ao racismo religioso, fortalecendo o reconhecimento da ancestralidade negra como patrimônio vivo da sociedade brasileira.
A conquista do 3º lugar na categoria Literatura – Região Sudeste representa o reconhecimento público de uma trajetória cultural construída a partir da memória, da oralidade, da ancestralidade e da produção literária negra. O prêmio contribui para ampliar a visibilidade e as possibilidades de circulação de uma obra que nasce no interior de uma tradição cultural viva.
Nosso agradecimento à Fundação Cultural Palmares, à Comissão de Seleção e a todas as pessoas que contribuíram para que esta iniciativa pudesse chegar a este momento. Agradecemos, especialmente, ao Axé Obá Igbô Igbomina Malê, aos familiares, aos ancestrais e a todos aqueles que, ao longo de décadas, mantiveram vivas essas narrativas e saberes.
Exu, o Decano dos Orixás é, antes de tudo, uma obra de memória, ancestralidade e continuidade.
Àṣẹ.