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Maristella Finato Ferro, do Grupo Mãos na Terra fala na Câmara de Vereadores de São Domingos do Sul

Canal Terra, História e Vida

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Maristella Finato Ferro, do Grupo Mãos na Terra fala na Câmara de Vereadores de São Domingos do Sul

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No dia 25 de agosto de 2026, a Câmara Municipal de Vereadores de São Domingos do Sul realizou a 23ª Sessão Ordinária de 2026, marcada por momentos de reconhecimento à comunidade, à agricultura familiar e à história do município. Durante a sessão, foi realizada a entrega da Moção de Aplausos à Família Ferro, integrante do Grupo Ecológico Mãos na Terra, em reconhecimento à sua trajetória construída ao longo de décadas na agricultura familiar e na produção agroecológica. A homenagem destacou o trabalho, a dedicação e o compromisso da família com a agricultura sustentável, a preservação do meio ambiente, a qualidade dos alimentos e a valorização da agricultura familiar. A Família Ferro integra o Grupo Ecológico Mãos na Terra, juntamente com as famílias de Vanderlei e Dilva Finatto e Odete Mezzomo. O grupo representa a união de famílias agricultoras comprometidas com a produção agroecológica e com a preservação dos recursos naturais. Um dos principais motivos do reconhecimento foi a conquista do Prêmio Folha Verde 2025, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, na categoria Agricultura Familiar. A premiação representa motivo de orgulho para São Domingos do Sul e reconhece a dedicação das famílias à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura familiar. A Moção ressalta ainda que a conquista projeta o nome de São Domingos do Sul para além de suas fronteiras, evidenciando a qualidade e a importância do trabalho desenvolvido pelas famílias agricultoras do município. Avenida dos Emancipacionistas Outro momento especial da 23ª Sessão Ordinária foi a homenagem àqueles que fizeram parte da trajetória de emancipação de São Domingos do Sul. Durante a sessão, foi destacada a denominação da antiga Avenida “D” e suas prolongações como Avenida dos Emancipacionistas. A iniciativa busca preservar a memória daqueles que participaram dos movimentos emancipacionistas e contribuíram para a construção da história do município. Conforme os registros históricos do Processo Emancipacionista nº 1166, arquivado no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, a Primeira Comissão Emancipacionista, de 1964, foi formada por Alcido Carrard, presidente; Luiz Castelli, vice-presidente; José Canal, secretário; Egídio Benvegnú, vice-secretário; Abel Mezzomo, tesoureiro; e Severino Damo, vice-tesoureiro. Já o movimento emancipacionista retomado em 1985, conforme o Processo Emancipacionista nº 1423, contou com Monsenhor João Benvegnú, presidente de honra; Luiz Cerbaro, presidente; Nélio Luiz Cerbaro, vice-presidente; Arnildo José Linck, segundo vice-presidente; Elírio Soliman, secretário; Egídio Benvegnú, segundo secretário; Abel Hugo Mezzomo, terceiro secretário; Edílio Capoani, tesoureiro; Alcides Klaus, segundo tesoureiro; e Frederico Santoro, terceiro tesoureiro. Também integrou a comissão o Conselho Fiscal, formado por Antenor Canal, Severino Damo e Luiz Capelari. Durante a sessão, estiveram presentes representando os emancipacionistas Luiz Cerbaro, presidente da Comissão Emancipacionista de 1985, e Antenor Canal, integrante do Conselho Fiscal. A denominação da Avenida dos Emancipacionistas representa uma homenagem permanente àqueles que contribuíram para a emancipação e para a construção do município, mantendo viva essa parte importante da história de São Domingos do Sul. A 23ª Sessão Ordinária de 2026 reuniu, assim, diferentes gerações e histórias que fazem parte da identidade do município: de um lado, o reconhecimento às famílias que hoje fortalecem a agricultura familiar e agroecológica; de outro, a valorização daqueles que, no passado, participaram da construção e emancipação de São Domingos do Sul.