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Mariza (Concerto Lisboa 02) - recusa . maria lisboa . feira de castro (letra)

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Mariza (Concerto Lisboa 02) - recusa . maria lisboa . feira de castro (letra)

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0:03 - Recusa 2:18 - Maria Lisboa 5:25 - Feira de Castro Mariza - Concerto em Lisboa 2006 Em palco, Mariza foi acompanhada por Vasco Sousa (baixo), António Neto (guitarra acústica) e Luís Guerreiro (guitarra portuguesa). No lado direito do palco, uma secção de percussão juntou-se à fadista em Barco Negro e Feira de Castro. À esquerda, a prestigiada Sinfonietta de Lisboa, sob a direção do maestro brasileiro Jacques Morelenbaum, trouxe uma dimensão sinfónica ao espetáculo. __ Recusa (fado magala) __ Música: Raúl Portela Letra: Mário Raínho Se ser fadista é ser lua É perder o sol de vista Ser estátua que se insinua Então, eu não sou fadista Se ser fadista é ser triste É ser lágrima prevista Se por mágoa o fado existe Então eu não sou fadista Se ser fadista é, no fundo Uma palavra trocista Roçando as bocas do mundo Então eu não sou fadista Mas se é partir à conquista De tanto verso ignorado Então eu não sou fadista Eu sou mesmo o próprio fado __ Maria Lisboa __ Música: Alain Oulman Letra: David Mourão Ferreira É varina, usa chinela Tem movimentos de gata Na canastra, a caravela No coração, a fragata Em vez de corvos no xaile Gaivotas vêm pousar Quando o vento a leva ao baile Baila no baile com o mar É de conchas o vestido Tem algas na cabeleira E nas veias o latido Do motor duma traineira Vende sonho e maresia Tempestades apregoa Seu nome próprio: Maria Seu apelido: Lisboa __ Feira de Castro __ Música: Rui Veloso Letra: Paulo Abreu Lima Eu fui à Feira de Castro Pra comprar um par de meias Vim de lá com umas chanatas E dois brincos nas orelhas As minhas ricas tamancas Pediam traje a rigor Vestido curto e decote Por vias deste calor Quem vai à Feira de Castro E se apronta tão bonito Não pode acabar a Feira Sem entrar no bailarico Sem entrar no bailarico A modos de bailação Ai que me deu um fanico Nos braços de um manganão Vai acima, vai abaixo Mais beijinho, mais bejeca E lá se foi o capacho Deixando o velho careca Todo o testo quer um tacho Mas como recordação Apenas trouxe o capacho Que iludiu meu coração Quem vai à Feira de Castro E se apronta tão bonito Não pode acabar a Feira Sem entrar no bailarico Sem entrar no bailarico A modos de bailação Ai que me deu um fanico Nos braços de um manganão Eu fui à Feira de Castro Eu vim da Feira de Castro Eu fui à Feira de Castro Eu vim da Feira de Castro Eu fui à Feira de Castro E jurei para mais não “Música feita em Portugal” Criei este canal apenas para divulgar a música nacional, a língua portuguesa e a cultura lusófona. A seleção do repertório retrata uma opção estética meramente pessoal… Como não pretendo ganhar qualquer dinheiro com os vídeos, todos os benefícios são rentabilizados pelos “proprietários dos direitos de autor”.