Перейти к содержимому

2⃣0⃣ ANESTÉSICOS LOCAIS EM ANIMAIS | Anestesia é o Básico #20

NAVE - Núcleo de Anestesiologia Veterinária

0:00 / 0:00

2⃣0⃣ ANESTÉSICOS LOCAIS EM ANIMAIS | Anestesia é o Básico #20

38 973 просмотра · 5 лет назад
NAVE - Núcleo de Anestesiologia Veterinária
32,5 тыс. подписчиков
38 973 просмотра · 5 лет назад
Olá tripulantes do NAVE! Nessa videoaula da webserie Anestesia é o Básico vamos conversar sobre a Farmacologia dos principais Anestésicos Locais utilizados em animais, que compõe uma das modalidades anestésicas mais seguras que temos, a Anestesia Locorregional. O uso dos anestésicos locais começou no final do século XIX, quando a cocaína foi utilizada em cirurgias oftálmicas. Porém, devido seus efeitos indesejáveis, principalmente psicotrópicos e cardiovasculares, o uso da cocaína foi descontinuado. Depois disso vários anestésicos locais foram sintetizados, mas a qualidade da anestesia local só mudou após a síntese da lidocaína, em 1948. Ela foi o primeiro anestésico local derivado de amida e essa característica deu maior estabilidade à molécula e a não produção do ácido para-aminobenzoico (PABA), sendo então menos alergênica. *Mecanismo de Ação* Os anestésicos locais são substâncias que bloqueiam a condução nervosa de forma reversível, por bloqueio dos canais de sódio nas fibras aferentes. Para que isso ocorra, a forma molecular do anestésico local passa a camada fosfolipídica e chega à porção interna da célula. Após isso, uma parte das formas neutras ganham um elétron, passando à forma protonada. Essa forma tem a capacidade de bloquear o canal iônico, impedindo a repolarização celular. *Sequência de bloqueio* A velocidade de bloqueio é dependente da anatomia da fibra. As primeiras fibras a serem bloqueadas são as C (finas e não mielinizadas) e Adelta (finas e mielinizadas). Depois, há o bloqueio das fibras Abeta e Aalfa, que são mais grossas e mielinizadas. Assim, a ordem crescente de bloqueio é sequenciada, ocorrendo a perda da sensação de dor, calor, tato, pressão profunda e por fim, a motora. A volta da sensibilidade segue a sequência inversa. *Principais anestésicos* Lidocaína: Ainda é o anestésico mais utilizado na veterinária, principalmente por conta da sua versatilidade. Ela é utilizada não só para bloqueios locorregionais, mas também como antiarrítmico e analgésico, nesse caso, administrado por infusão intravenosa contínua. Bupivacaína: É um anestésico local de longa duração, promovendo anestesia por mais de 6 horas. Porém, também tem período de latência prolongado, por volta de 20 minutos, e toxicidade maior que a lidocaína. Uma característica interessante da bupivacaína é que ela promove bloqueio total das fibras sensitivas, C e Adelta, mas não das fibras Abeta. Então, o paciente mantem certa autonomia motora, o que pode ser interessante em alguns casos. Ropivacaína: Tem praticamente as mesmas características da bupivacaína, em período de latência, de ação e características de bloqueio. Porém, é um pouco mais segura em relação aos efeitos tóxicos. O volume administrado, lipossolubilidade, concentração e o uso de vasoconstrictor são as principais variáveis que alteram a efetividade do bloqueio. Nesse caso merecem destaque a concentração, que quanto maior, maior prolongada será a anestesia, e o uso do vasoconstritor, que aumenta em aproximadamente 50% o período de ação. Destaca-se porém que o uso de anestésico local com vasoconstritor é proibido em extremidades, pois pode causar necrose. *Toxicidade* Apesar da anestesia local ser considerada uma das modalidades anestésicas mais seguras, há algumas possibilidades de complicações. Destacam-se possíveis lesões neurais por punção, que podem ser evitadas com o uso de técnicas guiadas, toxicidade do SNC, promovendo depressão, ataxia, ansiedade, convulsões, inconsciência, coma e até choque bulbar, e cardiovascular, promovendo depressão do miocárdio. Veja as informações com detalhes no vídeo! 👍 GOSTOU DESSE VÍDEO? Então confira também outros vídeos relacionados a esse tema: ✅ Anestesia Epidural https://bit.ly/3ytrVxX ✅ Anestesia Locorregional em Bovinos https://bit.ly/3yCaStE ✅ Anestesia Locorregional em Equinos https://bit.ly/3ucVfoT =========== Material Adicional Bruchim et al. J Vet Emerg Crit Care, 22:419-427, 2012. Kapur et al. Acta Anaesthesiol Scand, 51:101-107, 2007. Nobrega Neto et al. BMC Vet Res, 9:199, 2013. Rezende et al. AJVR, 72:446-451, 2011. Créditos adicionais Introdução - Rodrigo Leitão    • TACACÁ ///Comida de rua em Belém do Para   Música Início - Baila Mi Cumbia - Jimmy Fontanez Música Final - Level Up - Quincas Moreira =========== ⚠️ Cuidado, não clique aqui!!! 👉🏽 https://bit.ly/3tNfrOb​ https://www.nave.vet.br​ Nos siga nas redes sociais! É naveanestesia em tudo! ✅   / naveanestesia​   ✅   / naveanestesia​   ✅   / naveanestesia​   ✉ navevet@gmail.com ============ BEM VINDOS AO CANAL DO NAVE! O NAVE foi criado em 2005 e tem como principal objetivo divulgar vídeos e webseries voltados para os alunos de Medicina Veterinária e profissionais que militam na área de anestesiologia veterinária. 📺 Assista aos vídeos! 👍 Inscreva-se no canal! 🗣 Sugira temas! 👥 Compartilhe! Abraços! Adriano Carregaro Coordenador do NAVE - USP Pirassununga/SP/Brasil