Marlos Nobre - Mosaico - Rhythmetron
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Marlos Nobre - Mosaico - Rhythmetron
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Marlos Nobre - Mosaico - Rhythmetron
Ano/Year 1972
Lado/Side A - matrix Philips 6349 023 A
MOSAICO para orquestra (1970)
Mosaic for Orchestra
00:00 1. Densidades (Densities)
04:26 2. Ciclos (Cycles)
09:28 3. Jogos (Games)
ORQUESTRA SINFONICA NACIONAL
Regente/Conductor: Rinaldo Rossi
Lado/Side B - matrix Philips 6349 023 B
RHYTHMETRON para percussão (1968)
Rhytnmetron for percursion
14:12 1. A Preparação (The preparation)
19:52 2. A Escolhida (The Chosen)
26:34 3. O Ritual (The Ritual)
GRUPO DE PESQUISA DA RÁDIO MEC
Regente/conductor: Marlos Nobre
Ficha Técnica:
Digitalização e restauração sônica: Paulo Esquef
Em suas três partes distintas: Densidades - Ciclos - Jogos, MOSAICO é um enorme painel sonoro, feito de grupos contrastantes, ora ágeis como canto de pássaros, ora fluídos como impressões líquidas do mar, ora agitada por mil pequenos sêres vivos mudando continuamente de cor, breves motivos sonoros saltando de um a outro timbre instrumental. Em "Ciclos", a atmosfera é de tensa expectativa, com súbitos "crescendos", culminando com as batidas nítidas de um gigantesco coração na parte central dêste movimento. O final, "Jogos", estabelece a alternância de fortes sonoridades orquestrais, um verdadeiro e agitado balé instrumental convergindo na conclusão da obra para os limites extremos dos instrumentos (agudíssimo e gravíssimo), terminando a obra por um golpe violento de toda a percussão.
"RHYTHMETRON" foi escrito em 1968 por encomenda da Cia. Brasileira de Balé, que estreou a obra no Rio de Janeiro no mesmo ano, com coreografia de Arthur Mitchell que a lançou também em New York, com sua companhia Dance Theatre of Harlem. Usando exclusivamente 38 instrumentos de percussão, com 10 executantes, o compositor estabelece nas três partes (A Preparação, A Escolhida, O Ritual) um quadro sonoro com características bem definidas.
Em. "A Preparação" coexiste um impulso rítmico constante e uma intensa variedade rítmica dada pela polirritmia dos acentos que quebram constantemente a regularidade métrica. Nesta parte são utilizados principalmente elementos rítmicos dos agrupamentos percussivos do Norte e Nordeste do Brasil, principalmente do Maracatu do Recife. Em "A Escolhida" aparecem pela primeira vez na obra o xilofone, o vibrafone e as campanas, elaborando motivos melódicos que circulam constantemente sobre si mesmos, animados por prolongados e intensos crescendos de sonoridades. No movimento final, "O Ritual", estabelece-se um progressivo e paralelo aceleramento rítmico e aumento de dinâmica, culminando na conclusão, onde os ritmos vão se somando uns aos outros, superpondo-se, criando uma verdadeira polirritmia submetida sempre ao contrôle da unidade métrica.