Glifage: 6 Efeitos Surpreendentes que Ninguém te Conta: é boa ou prejudica a saúde? Devo tomar?
Dr. Antonio Cascelli
0:00 / 0:00
Glifage: 6 Efeitos Surpreendentes que Ninguém te Conta: é boa ou prejudica a saúde? Devo tomar?
16 799 просмотров · 9 мес. назад
Dr. Antonio Cascelli
1,32 млн подписчиков
16 799 просмотров · 9 мес. назад
1 - Torne-se membro do canal: / @drantoniocascelli
2 - Continue aprendendo conosco (Livros, Protocolo Anti-Trombose, E-books e muito mais): https://antoniocascelli.com/vitrine/
3- Apoie nossos projetos sociais (Instituto Antonio Cascelli) PIX - CNPJ: 62.721.364/0001-18
A metformina é o medicamento mais prescrito do mundo para diabetes tipo 2, e 130 milhões de brasileiros usam este remédio. Mas muita gente toma sem entender realmente o que ela faz — e mais importante, sem saber dos detalhes que podem fazer uma diferença enorme na sua saúde.
A história da metformina começou com uma plantinha lilás chamada Galega officinalis, que povos europeus usavam desde a Idade Média para tratar sintomas estranhos: urinar demais, ter sede intensa, cansaço. Eram sintomas de diabetes, mas ninguém sabia disso na época. Apenas em 1922 a ciência identificou a molécula ativa. E só na década de 1950 um médico francês percebeu o verdadeiro poder dela.
Hoje, 40 milhões de brasileiros estão em pré-diabetes — aquela zona cinzenta perigosa onde você ainda não é diabético, mas está no caminho. É como estar em uma avenida longa, escura, cheia de placas alertando "perigo à frente". A estatística é cruel: a maioria das pessoas que entram nessa avenida chega ao final dela em cinco anos com diagnóstico de diabetes tipo 2. Mas aqui está a boa notícia: metformina reduz este risco em 31%. Não elimina, mas reduz significativamente.
Como funciona? Metformina age de três formas simultaneamente. Primeiro, diz ao seu fígado: "calma, não precisa fabricar tanto açúcar assim". Segundo, reduz a quantidade de glicose que seu intestino absorve. Terceiro, e mais importante, melhora a capacidade das suas células de responder à insulina. Imagine seu corpo como uma grande empresa que recebeu um carregamento de açúcar. Cada célula é um funcionário que precisa abrir a porta para receber esse açúcar. A insulina é a chave que abre a porta. Quando há resistência insulínica, essas portas emperram — a chave entra, mas não gira. O pâncreas, desesperado, pede: "Produz mais chave! Mais! Mais!". É aqui que começa o sofrimento. Metformina faz essas portas voltarem a responder. A chave funciona novamente. O açúcar entra. O pâncreas descansa.
Os picos de glicose machucam você por dentro. Literalmente queimam, como pequenas brasas silenciosas. Açúcar alto no sangue lesiona seus vasos sanguíneos, castiga seus rins, opacifica seus olhos, machuca seus nervos. É como se o açúcar alto caramelizasse as proteínas do seu corpo — um processo chamado glicação que envelhece você por dentro, acelerando seu relógio biológico. Quase 4 milhões de pessoas morrem todos os anos por complicações do diabetes. Diabéticos morrem de infarto, AVC, pneumonia, insuficiência renal, infecções urinárias, úlceras infeccionadas, problemas neurológicos como demência e até Alzheimer. É uma doença que toca todos os sistemas.
Mas existe um detalhe que poucos comentam e que faz uma diferença imensa: metformina pode diminuir seus níveis de vitamina B12. Muitos pacientes têm B12 baixa sem fazer ideia de que o culpado é o tratamento que usam há anos. Quando B12 cai, o corpo reclama: anemia, palidez, visão embaçada, formigamentos, fraqueza, feridas na boca, até alterações cognitivas que parecem demência. Se você toma metformina, saber como está sua B12 é indispensável.
Metformina é um remédio, não um suplemento. Precisa ser usada com responsabilidade, com bom senso e com avaliação individualizada. Mas quando bem usada, é uma ferramenta poderosa que pode transformar sua vida, protegendo seu coração, seus rins, seus olhos e seu futuro.
Sobre o Dr. Antonio Cascelli
Mestre e Doutor pela SCMBH-MEC
Especialista em: Cirurgia Vascular, Angiologia, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular