TBA Educação - Conhecendo os financiadores da inovação no Brasil FINEP 7/10/2026
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O terceiro webinar da trilha TBA Educação, dedicada aos financiadores de ecossistemas no Brasil, reuniu Bruno Rodrigues Camargo, Hermann Mathow Jr. e Luiz Paulo de Lara Muromizato, representantes da FINEP, para apresentar as principais modalidades de apoio à inovação. O encontro abordou crédito, subvenção econômica e investimentos por meio de fundos, com orientações sobre requisitos, critérios de seleção e caminhos de acesso aos recursos.
Empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a FINEP apoia empresas, cooperativas, instituições científicas e tecnológicas e ambientes de inovação, utilizando principalmente recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — FNDCT. Os convidados destacaram a expansão das contratações, que passaram de aproximadamente R$ 2 bilhões em 2020 para quase R$ 20 bilhões em 2024, acompanhada pelo aumento do número de projetos e da diversidade de instrumentos.
No crédito, o destaque foi o InovaCred, operado por uma rede de mais de 30 agentes financeiros credenciados. A mensagem central foi que o financiamento deve estar associado a um projeto de inovação, envolvendo o desenvolvimento de produtos, processos, serviços ou melhorias relevantes que abordem desafios tecnológicos. Equipamentos podem integrar o orçamento, ao lado de despesas com equipes, insumos, protótipos e certificações, desde que façam parte desse projeto. Entre as condições apresentadas estavam operações de até R$ 30 milhões, carência de até dois anos e prazo total de até oito anos, conforme o enquadramento. Também foram abordadas linhas voltadas à transformação digital, à automação e à eficiência energética.
Na subvenção econômica, foram apresentadas oportunidades do Mais Inovação Brasil para projetos de maior risco tecnológico e de maior intensidade de pesquisa e desenvolvimento, em áreas como saúde, agro, tecnologias digitais, semicondutores e mobilidade sustentável. Uma chamada de R$ 120 milhões para agricultura familiar foi destacada por exigir parceria entre empresas e cooperativas do setor. Os convidados também informaram que o Tecnova IV estava em preparação, com execução por parceiros estaduais e apoio previsto às pequenas empresas.
A apresentação mostrou como diferentes instrumentos podem atender à jornada de uma empresa. O Centelha apoia ideias em estágio inicial, combinando capacitação, mentorias e recursos para desenvolver o negócio. O Tecnova contribui para o avanço tecnológico, enquanto programas de maior porte podem apoiar etapas posteriores. Essa trajetória, porém, não constitui uma sequência obrigatória: o instrumento adequado depende da maturidade da empresa, das características do projeto e da finalidade dos recursos.
Na área de investimentos, os representantes esclareceram que a atuação da FINEP ocorria, naquele momento, por meio de fundos, sem operação de investimento direto em empresas. Foram apresentados fundos com teses voltadas a negócios inovadores, soluções para serviços públicos, startups do Nordeste e empresas em estágio inicial. Também foram abordados o fundo de inteligência artificial em seleção, com início esperado para 2027, e o FIP Conexões Startups, em estruturação, com atenção a empresas provenientes de programas de apoio da FINEP e do BNDES.
Para acessar esses investimentos, as empresas devem procurar diretamente as gestoras dos fundos compatíveis com seu perfil. A decisão cabe às gestoras, que avaliam a tecnologia, o mercado, a equipe, as informações financeiras e o potencial de crescimento e de retorno. Os convidados ressaltaram a importância de apresentar materiais consistentes e evidências concretas dos diferenciais do negócio, incluindo tecnologia proprietária, bases de dados, experiência da equipe e histórico de entregas.
Governança, diversidade, inclusão e responsabilidade ambiental também fizeram parte da discussão. Foi reforçada a necessidade de demonstrar esses atributos com evidências, evitando alegações superficiais sobre sustentabilidade ou inteligência artificial. Outro ponto relevante foi a possibilidade de combinar subvenção e investimento, respeitando as regras de cada instrumento.
O webinar reforçou que o acesso ao financiamento começa pela compreensão das necessidades do projeto e pela preparação da empresa.Quem estiver interessado pode acompanhar os canais da FINEP, os agentes financeiros, as fundações estaduais de amparo à pesquisa e as gestoras de fundos. A gravação será disponibilizada nos canais do TBA, ampliando o acesso às informações apresentadas.