Ni Una Menos: quando o luto vira linguagem política
Anna Clara Granado
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Ni Una Menos: quando o luto vira linguagem política
46 просмотров · 2 недели назад
Anna Clara Granado
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O que é o Ni Una Menos e por que, 11 anos depois, esse movimento feminista argentino continua tão importante?
Neste vídeo, parto da experiência de ter vivido o 3 de junho de 2026 em Buenos Aires para conversar sobre a história do Ni Una Menos, os feminicídios na América Latina e a potência política de transformar luto, memória e indignação em ação coletiva.
O movimento ganhou as ruas da Argentina em 2015, mas sua história também nos leva a Ciudad Juárez, no México, às denúncias de Susana Chávez e à circulação de palavras, ideias e repertórios feministas pela América Latina.
Ao longo do vídeo, conversamos sobre:
— a origem e a história do Ni Una Menos;
— a importância política de nomear a violência contra as mulheres;
— feminicídio, femicídio e as contribuições dos feminismos latino-americanos;
— o luto como linguagem política;
— a passagem de “Ni Una Menos” para “Vivas nos queremos”;
— as contribuições de pesquisadoras como Rita Segato;
— e uma questão que me interessa especialmente como professora e pesquisadora: como um movimento social também pode educar?
Porque movimentos sociais não apenas protestam.
Eles produzem palavras.
Produzem memória.
Produzem conhecimento.
E também nos ensinam a reconhecer como problema aquilo que durante muito tempo foi tratado como normal.
Para mim, viver o 3 de junho em Buenos Aires tornou essa discussão muito mais concreta.
Uma coisa é estudar um movimento. Outra é estar na rua e perceber como três palavras podem carregar tantas histórias: Ni Una Menos.
E talvez essa seja uma das maiores forças desse movimento: recusar que mulheres desapareçam duas vezes — primeiro pela violência e depois pelo esquecimento.
Se essa conversa fizer sentido para você, curta o vídeo, compartilhe e se inscreva no canal. 💜
Por aqui, seguimos conversando sobre História, feminismos, educação e os atravessamentos do nosso tempo.
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