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Vigilância Popular em Saúde no Brasil | Discussão crítica de uma revisão de escopo

PRÁXIS EVIDÊNCIA

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Vigilância Popular em Saúde no Brasil | Discussão crítica de uma revisão de escopo

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PRÁXIS EVIDÊNCIA
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#vigilância Popular em Saúde no Brasil: experiências, evidências e desafios para a gestão do SUS Quem produz conhecimento sobre a saúde dos territórios? A Vigilância em Saúde deve ser realizada apenas pelas instituições ou as comunidades também podem protagonizar a identificação de riscos, a produção de informações e a construção de respostas aos problemas de saúde? Nesta videoaula da PRÁXIS Evidência, discutimos criticamente o artigo científico “Práticas de vigilância popular em saúde no Brasil: revisão de escopo”, publicado em 2023 na revista Ciência & Saúde Coletiva, de autoria de Michele Neves Meneses e colaboradores. A pesquisa analisou experiências brasileiras de Vigilância Popular em Saúde, investigando como comunidades, movimentos sociais e organizações populares participam da identificação de problemas, do monitoramento de riscos e da construção coletiva de estratégias de proteção à saúde. A partir de uma revisão de escopo que identificou 2.258 registros e incluiu seis estudos, os autores organizaram os resultados em três categorias fundamentais: 1. Pistas para uma Vigilância Popular em Saúde: experiências de diagnóstico participativo, redes de solidariedade, monitoramento comunitário, produção compartilhada de informações e reconhecimento dos saberes territoriais. 2. Princípios fundamentais da Vigilância Popular: protagonismo comunitário, autonomia, diálogo horizontal, construção coletiva do conhecimento e participação nos processos decisórios. 3. Pandemia e protagonismo popular: iniciativas organizadas por comunidades durante a COVID-19, especialmente entre populações historicamente vulnerabilizadas, demonstrando a capacidade de mobilização e resposta diante das desigualdades sanitárias e sociais. O que você aprenderá nesta aula? • Os fundamentos conceituais e políticos da Vigilância Popular em Saúde e suas relações com a Saúde Coletiva. • As diferenças entre participação social, mobilização comunitária e protagonismo popular. • Como a revisão de escopo foi conduzida e quais são seus principais resultados e limitações metodológicas. • As experiências brasileiras envolvendo comunidades periféricas, populações camponesas, comunidades pesqueiras e territórios afetados por conflitos socioambientais. • A importância da determinação social da saúde, da territorialização e do diálogo entre conhecimentos científicos e populares. • Como essas experiências podem contribuir para o planejamento, a organização e a avaliação das ações municipais de Vigilância em Saúde. Aplicações para gestores de saúde Na parte final, discutimos possibilidades de incorporação dessas reflexões à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo: ✅ Construção de diagnósticos territoriais participativos. ✅ Integração entre Vigilância em Saúde, Atenção Primária e organizações comunitárias. ✅ Identificação de necessidades e prioridades a partir das experiências da população. ✅ Desenvolvimento de mecanismos de escuta, devolutiva e participação nas decisões. ✅ Produção compartilhada de informações e monitoramento territorial. ✅ Construção de indicadores para acompanhar processos participativos e respostas institucionais. Essas aplicações são discutidas criticamente, considerando as responsabilidades do poder público, as capacidades institucionais e os limites das evidências disponíveis. Uma questão central orienta nossa reflexão: como transformar a participação popular em capacidade efetiva de influenciar as prioridades e decisões da Vigilância em Saúde, sem transferir às comunidades responsabilidades que pertencem ao Estado? A aula é destinada a gestores municipais, profissionais e trabalhadores do SUS, pesquisadores, docentes, estudantes de Saúde Coletiva e integrantes de movimentos sociais interessados em fortalecer práticas democráticas e territorializadas de Vigilância em Saúde. Referência científica MENESES, M. N. et al. Práticas de vigilância popular em saúde no Brasil: revisão de escopo. *Ciência & Saúde Coletiva*, v. 28, n. 9, p. 2553–2564, 2023. Sobre a PRÁXIS Evidência A PRÁXIS Evidência é um espaço dedicado à análise crítica da produção científica, à formação profissional e à aproximação entre conhecimento, políticas públicas e decisões em saúde. Nosso propósito é contribuir para que evidências científicas sejam compreendidas, contextualizadas e utilizadas de maneira responsável na gestão, na pesquisa e nas práticas em saúde. Inscreva-se no canal, compartilhe esta aula e participe da discussão nos comentários. Qual é o maior desafio para incorporar o protagonismo popular às práticas de Vigilância em Saúde no seu município? Instagram: @praxis.evidencia #VigilanciaEmSaude #VigilanciaPopular #SUS #SaudeColetiva #ParticipacaoSocial #GestaoEmSaude #SaudePublica #Epidemiologia #Territorializacao #PoliticasPublicas #PraxisEvidencia