Música: Armas na gaveta
Studio Calibre Vocal
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Música: Armas na gaveta
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Música: ARMAS NAS GAVETAS
Compositor: Theo Henrique
VERSO 1
Eu queria acreditar
Que bastava compreender
Que o medo perde a força
Quando alguém aprende a ver
Que nenhuma fronteira importa
Quando o mundo se vê daqui
Que cada vida reconheça
Outra vida dentro de si
PRÉ-REFRÃO
Mas a história deixa marcas
Que o discurso não desfaz
Nem toda mão que pede calma
Veio oferecendo paz
REFRÃO
Eu vivo entre o céu e o chão
Entre o sonho e a compreensão
Quero um mundo sem violência
Sem fazer da paz uma ilusão
Não quero a força como bandeira
Nem a fraqueza como razão
Se o poder ultrapassa o limite
Alguém precisa dizer não
VERSO 2
A beleza em acreditar
Que seremos mais que fomos
Que a razão ainda vença
Velhos medos que herdamos
Mas existem olhos famintos
Por controle e submissão
E às vezes quem defende a paz
Também precisa dizer não
PRÉ-REFRÃO 2
Porque o bem sem resistência
Pode virar submissão
E a força sem consciência
Só muda o nome da opressão
REFRÃO
Eu vivo entre o céu e o chão
Entre o sonho e a contenção
Quero um mundo sem violência
Sem fazer da paz uma ilusão
Não quero a força como bandeira
Nem a fraqueza como razão
Se o poder ultrapassa o limite
Alguém precisa dizer não
PONTE
Talvez o futuro seja um lugar sem vencedor
Onde ninguém precise provar que é mais forte que o temor
Talvez um dia a humanidade
Não precise da força como proteção
E aquilo que hoje chamamos defesa
Seja apenas lembrança de outra geração
REFRÃO FINAL
Entre o céu e o chão
Eu escolho consciência e contenção
Nem a guerra como resposta
Nem a paz como ilusão
Se um dia o mundo aprender
Que poder não é dominação
Que se calem as armas nas gavetas
E falem os livros em nossas mãos
FINAL
Entre o céu e o chão
Entre o medo e a razão
Talvez a paz não seja ausência de força
Mas saber quando dizer não
A música fala sobre o desejo de viver em um mundo sem violência, mas sem confundir paz com passividade. “Armas nas Gavetas” defende consciência, equilíbrio e responsabilidade: a força não deve ser exaltada, mas também não se pode aceitar a opressão em nome da paz. O ideal é que as armas permaneçam guardadas e que o conhecimento, o diálogo e a razão ocupem cada vez mais espaço. Mas, quando isso não é possível, a busca pela paz também não pode significar aceitar passivamente a violência ou nos tornar presas para o abate. Às vezes, resistir é justamente o que impede que a força de alguém se transforme em dominação.