O que há de novo e o “velho” que funciona na ROSÁCEA
Dra Caroline Hespanhol - Dermatologia & Saúde
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O que há de novo e o “velho” que funciona na ROSÁCEA
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Já os cosmecêuticos são a união entre cosméticos e produtos farmacêuticos, com uma formulação que contém uma poderosa combinação de ativos que realmente melhoram a condição e saúde da pele. Essa nova geração de produtos, que surgiu no início da década de 80, passa por estudos científicos e testes de laboratórios e, normalmente, apresentam soluções para redução de sinais, acne, rejuvenescimento, proteção ao sol, etc. Eles são capazes de corrigir danos na pele, repor elementos perdidos com o envelhecimento (como o ácido hialurônico) e têm função preventiva.
Rosácea é uma doença vascular inflamatória crônica, com remissões e exarcebações, também chamada erroneamente de “acne rosácea”, pois a acne é uma doença da glândula sebácea, totalmente diferente da rosácea, seja pela a causa ou idade, ou pelos aspectos clínicos e as características no geral. A rosácea ocorre em 1,5% a 10% das populações estudadas. Ocorre principalmente em adultos entre 30 e 50 anos de idade. É mais frequente em mulheres, porém atinge muitos homens e, neles, o quadro tende a ser mais grave, evoluindo continuamente com rinofima (aumento gradual do nariz por espessamento e dilatação folículos). Raramente ocorre em negros. A origem da rosácea ainda não é conhecida. Há uma predisposição individual (mais comum em brancos e descendentes de europeus) que pode ser familiar (30% dos casos têm uma história familiar positiva), evidenciando uma possível base genética. Há forte influência de fatores psicológicos (estresse). Hoje, considera-se importante a participação de um ácaro da flora normal da pele chamado de Demodex folliculorum, e da bactéria Bacillus oleronius, que colonizam esse fungo. A presença de eritemas e telangiectasias na região central da face, acompanhadas de pápulas e pústulas, geralmente não oferece dificuldade no diagnóstico da rosácea. O paciente pode fazer um diário das pioras (e das remissões) relacionando isso às suas atividades, alimentação, estresse e outros fatores. Existem quatro tipos clássicos de rosácea:
Eritemato-telangectasica – Subtipo1
Papulopustuloso – Subtipo2
Fimatoso (Rinofima) – Subtipo3
Ocular – Suptipo4: pode acompanhar qualquer um dos outros e vir sozinho também.
Sintomas
A rosácea é uma doença que afeta a pele principalmente da região centrofacial. Caracteriza-se por uma pele sensível, geralmente mais seca, que começa a ficar eritematosa (vermelha) facilmente e se irrita com ácidos e produtos dermatológicos, no geral. Aos poucos, a vermelhidão (eritema) tende a ficar permanente e aparecem vasos finos (telangiectasias), pápulas e pústulas que lembram a acne, podendo ocorrer edemas e nódulos. Fequentemente, surgem sintomas oculares, de olho seco e sensível à inflamação nas bordas palpebrais (blefarite). Na fase pré-rosácea, há eritema discreto na face, que se agrava com surtos de duração variável, surgindo espontaneamente ou pela ação de fatores citados. Aos poucos, os episódios podem se tornar frequentes e até permanentes. Um sintoma pode ser mais proeminente que outro, variando muito de pessoa a pessoa. As lesões não necessariamente evoluem. Sinais e sintomas típicos:
Flushing facial – períodos de sensação abrupta de vermelhidão e calor na pele como se fosse um surto de vasodilatação.
Telangiectasias – dilatação de pequenos vasos permanentes.
Persistente eritema facial. Possível edema facial
Pápulo-pustulosas – podem ocorrer nódulos; as pápulas podem, eventualmente, quando numerosas, formar placas granulomatosas (rosácea lupoide);
Rinofima – espessamento irregular e lobulado da pele do nariz, dilatação folicular, levando ao aumento e deformação do nariz . Esses espessamentos podem ocorrer em outras áreas além do nariz, como na região frontal, malares (maçãs do rosto) e pavilhões auriculares.
Alterações oculares – ocorrem em 50% dos casos (irritação, ressecamento, blefarite, conjuntivite e ceratite).
Tratamento
Não há cura para a rosácea, mas há tratamento e controle, com muitos avanços recentes. Tudo depende da fase clínica que o paciente está.
Dra Caroline Hespanhol
Médica Dermatologista
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia
CRM-SP 138574
RQE 95948
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