"Signal Void" e obstrução medio-ventricular na MCH | EJC #083
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"Signal Void" e obstrução medio-ventricular na MCH | EJC #083
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Seja bem vindo a mais uma edição do Echo Journal Club, um programa de atualização em Ecocardiografia a partir da curadoria dos artigos mais relevantes publicados nas principais revistas do universo da Ecocardiografia.
Na avaliação da miocardiopatia hipertrófica, quase toda a nossa atenção costuma se voltar para a via de saída do VE e o gradiente gerado pelo SAM. Mas você já se deparou com uma hipertrofia importante médio-apical em que o gradiente intracavitário registrado pelo Doppler contínuo pareceu frustrantemente baixo?
O problema é que os critérios tradicionais de gradiente foram validados para a via de saída — e na obstrução médio-apical a mecânica é completamente diferente. Quando as paredes musculares colabam e obliteram a cavidade no meio da sístole, o fluxo simplesmente é interrompido. O resultado é uma "falha" característica no traçado do Doppler contínuo (o signal void), que paradoxalmente pode fazer o gradiente parecer menor do que a obstrução real.
Longe de ser um mero artefato técnico, esse sinal revela um fenótipo distinto e de alto risco, fortemente associado a lesão miocárdica e à formação de aneurismas apicais. Será que estamos subestimando pacientes graves ao nos apoiarmos apenas nos números de corte tradicionais de gradiente?
📌 Assista à apresentação e discussão pelo Dr Felipe Oliveira do artigo “Midsystolic Doppler Signal Void Identifies Midapical Obstruction in Hypertrophic Cardiomyopathy”, publicada no JASE em 2026.