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Jão - Catedral (Turnê Memórias Póstumas | Nubank Parque, São Paulo, 25/09/2026)

Daniel Aragão

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Jão - Catedral (Turnê Memórias Póstumas | Nubank Parque, São Paulo, 25/09/2026)

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Daniel Aragão
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Todos os direitos reservados a U.F.O. e Universal Music Ltda. Catedral (João Vitor Romania Balbino / Pedro Tófani) Corro, eu não tenho mais o tempo pra perder Essas palavras só importam pra quem lê A morte já me levou tanto e ainda pede mais Choro: Meu amor, venha me ver, estou aqui Me faça um filho, jogue água no jardim Minha liberdade é justamente poder ir e ficar Gatos, quintal, um dia de Sol Eu só deixei meu corpo me dizer pra onde eu vou E planto agora a flor mais bela A nossa pedra fundamental E os corpos que partiram nutrirão a nossa terra Da flor, o tronco, do tronco, a fresta Por onde vemos quem já foi em festa E ela surge ali Catedral O Sol encerra a noite Eu já não sinto medo afinal Te tenho pra mim hoje E rogo um beijo ao céu, catedral Catedral O dia em que meu pai partiu, alguém nasceu Na hora em que tudo aconteceu A padaria serviu pães, o hospital fez mães Alguém me disse adeus Por isso, agora eu faço a nossa casa Decido pela farsa mais brilhante Se os homens ruins e os homens bons São no fundo os mesmos homens Não temo, me movo Façamos cafés da manhã Marquemos um encontro Na nossa cozinha Ensinemos Francisco a andar Sob a luz da magnífica Catedral O Sol encerra a noite Eu já não sinto medo afinal Te tenho pra mim hoje E rogo um beijo ao céu, catedral Catedral E quando o Sol banhar a terra Na manhã depois que nós nos despedimos Haverá tristeza e choro E haverá gente sorrindo Assim são todos os dias Depende de quem está vivendo Que sorte, então, a nossa estarmos bem agora, vivos Aqui relendo essa música Que deixa tudo mais concreto E traz um pouco mais pra perto A minha paz Partiremos os dois tranquilos Moraremos nesses versos Vivos quando nós dois já Não mais