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Cachoeira do Sul

Mauricio Hermes

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Cachoeira do Sul

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Mauricio Hermes
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Cachoeira do Sul é uma canção de contemplação e pertencimento, inspirada nas paisagens e nos sentimentos que fazem do Jacuí parte da alma da cidade. Entre a canoa que se desenha em prata, o reflexo das águas, o dourado do entardecer, as coxilhas e o som da cigarra, a música percorre uma Cachoeira do Sul vista com os olhos de quem encontra paz na própria terra. O rio, o céu e o pôr do sol se unem em imagens delicadas para retratar uma cidade que não é apenas lugar de passagem, mas chão de memória, beleza e identidade. Com seu refrão marcante — “É lindo meu chão, entre o rio e o céu — a canção celebra Cachoeira do Sul como a Princesa do Jacuí, transformando a paisagem em sentimento e o entardecer em uma declaração de amor à terra natal. Cachoeira do Sul Longe, a canoa se desenha em tom de prata, que se derrama pelo leito, feito espelho, onde meu rosto quebrantado se retrata, num memento que se recusa a ficar velho. É lindo meu chão, entre o rio e o céu! O dourado da tarde se estende em véu. Cachoeira do Sul, encontro paz em ti, no reflexo do azul. Princesa do Jacuí! Ouço o resvalo da água na cachoeira, correndo livre até o remanso em giro lento. Lá na cidade, minha vida é corredeira e encontro paz contemplando este momento. É lindo meu chão, entre o rio e o céu! O dourado da tarde se estende em véu. Cachoeira do Sul, encontro paz em ti, no reflexo do azul. Princesa do Jacuí! Sobre a coxilha, vejo o sol que se esconde, vestindo o porto com um véu da cor do mel. O arrebol devagarito se desfaz em noite, quando a cigarra timbaleia seu tenderéu. É lindo meu chão, entre o rio e o céu! O dourado da tarde se estende em véu. Cachoeira do Sul, encontro paz em ti, no reflexo do azul. Princesa do Jacuí! Mauricio Hermes.