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Arábia Saudita Faz Rio Maior que o Amazonas no Meio do Deserto e o Resultado Choca Todos

RICARDO CLIPES

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Arábia Saudita Faz Rio Maior que o Amazonas no Meio do Deserto e o Resultado Choca Todos

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RICARDO CLIPES
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A escassez de água é provavelmente o maior desafio que um país pode enfrentar, tanto é que até mesmo as grandes potências como Estados Unidos e china sofrem para lidar com essa situação. No entanto, a Arábia Saudita investiu mais de meio trilhão de reais para desenvolver um projeto ambicioso que está mudando completamente essa história, criando uma rede hídrica subterrânea de mais de 14 mil quilômetros de extensão, que é uma dimensão tão grande que equivale ao tamanho do rio amazonas, rio paraná e rio são francisco juntos. É exatamente aqui que esse empreendimento se destaca, pois enquanto a paisagem na superfície continua com a mesma aparência árida e desanimadora, toda essa quantidade de água está sendo levada por baixo do solo sem fazer nenhum barulho, sendo uma obra tão grandiosa que levou os especialistas a alegarem que a Arábia saudita criou uma espécie de mar em baixo do deserto. Viver em um país onde a chuva é rara e mais de 95 por cento de seu território é coberto por deserto, é um verdadeiro desafio que exige soluções praticamente impossíveis para contornar essas desvantagens. Porém, a Arábia Saudita realizou o inacreditável e conseguiu lidar tranquilamente com essa situação, criando uma solução inovadora que leva bilhões de litros de água por baixo da terra. Os resultados obtidos com o uso dessa tecnologia são tão impressionantes que estão fazendo o país, que por décadas enfrentou crises severas de escassez hídrica, operar um projeto que está sendo elogiado pelos melhores engenheiros do planeta. Esse caso em específico também revela um paradoxo interessante; enquanto possui reservas com mais de 42 trilhões de litros de petróleo, que é o recurso natural mais cobiçado do planeta; para obter água doce potável eles precisam investir vários bilhões de dólares. Então nesse caso, a água que deveria ser muito mais simples e mais barata de ser obtida, se tornou o recurso mais caro e complexo para os sauditas, que no fim das contas acabou moldando até mesmo a sua geografia. Com uma população que ultrapassa os 35 milhões de habitantes, as maiores metrópoles foram erguidas ao redor do Mar Vermelho e do Golfo Pérsico para garantir acesso a água, enquanto o interior do país permaneceu praticamente desértico e quase inabitável. Inicialmente, a melhor solução encontrada foi perfurar poços profundos para tentar encontrar água acumulada há milhares de anos, e até hoje centenas de bombas de alta potência continuam extraindo esse recurso do fundo da terra para manter as cidades e indústrias funcionando. No entanto, o imenso consumo supera por uma margem assustadora a capacidade de regeneração do solo, enquanto a água renovável não cobre nem a metade do que o país gasta todos os dias. Para piorar o cenário, o volume anual de chuvas é insignificante, onde não consegue atingir nem sequer 100 milímetros por ano, que junto as altas temperaturas que no verão superam facilmente a casa dos 50 graus, faz com que a quantidade de água necessária para o conforto das pessoas seja muito maior do que em qualquer outro lugar do mundo. Todos esses fatores deixam claro que a conta não fecha positivamente; o clima intenso e o ambiente seco exigem uma imensa concentração hídrica, e como todos sabem, extrair de uma reserva que não se renova é extremamente arriscado, uma hora ou outra esse bem irá se acabar e deixar todos sem água. Para tentar superar esse obstáculo, a Arábia Saudita testou várias alternativas, e que algumas até que conseguiram resultados importantes, como por exemplo a instalação de quase 100 usinas de tratamento de esgoto, que juntas conseguem reaproveitar cerca de 4,9 bilhões de litros de água por dia.