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O que está em jogo nas eleições do Brasil? Quais os planos de dominação dos EUA de Trump?

Victor Del Vecchio - para entender o mundo

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O que está em jogo nas eleições do Brasil? Quais os planos de dominação dos EUA de Trump?

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Ep. 25 Podcast "Para Entender o Mundo" Acompanhe também: Insta:   / victordelvecchio   TikTok: www.tiktok.com/@victordelvecchio_ LinkedIn:   / victordelvecchio   Considere apoiar essa produção independente (e, com isso, ter acesso no dia da gravação aos episódios completos): https://apoia.se/paraentenderomundo André Roberto Martin é professor titular de Geografia da USP, e quem eu tenho o privilégio de chamar de tio. O que realmente está em jogo nas eleições do Brasil quando olhamos para elas pela lente da geopolítica? E existe um plano dos Estados Unidos de Donald Trump para ampliar sua influência sobre o país? Neste episódio, discutimos por que uma eleição brasileira interessa muito além das nossas fronteiras. O Brasil é a maior economia da América Latina e reúne algumas das riquezas mais estratégicas do século XXI: petróleo, energia, alimentos, minerais, água, biodiversidade, território, capacidade industrial e um enorme mercado consumidor. Ao mesmo tempo, o país mantém relações importantes com diferentes polos da nova ordem mundial. A China é o principal destino das exportações brasileiras. Os Estados Unidos continuam sendo um dos parceiros econômicos e tecnológicos mais importantes do país. Brasil também mantém relações com União Europeia, Rússia, Índia, países árabes e diversas economias do Sul Global. Essa capacidade de dialogar e negociar com diferentes potências é uma característica histórica da política externa brasileira. Mas ela também coloca o país no centro de uma disputa maior. Estados Unidos e China competem por tecnologia, cadeias produtivas, energia, minerais estratégicos, mercados e influência política. Nesse cenário, qual seria o interesse de Washington em relação ao Brasil? Discutimos as relações entre Donald Trump e setores da direita brasileira e perguntamos se essa proximidade é explicada apenas por afinidade ideológica ou se existem também interesses geopolíticos e econômicos. Também analisamos uma tese recorrente: existiria um plano norte-americano de “dominação” do Brasil? Não é necessário imaginar um projeto secreto único para reconhecer que grandes potências procuram ampliar influência sobre países estrategicamente importantes. A política internacional funciona, em grande medida, por meio da disputa por mercados, recursos, alianças, tecnologia e capacidade de definir regras. Por isso, a questão central talvez seja menos perguntar se os Estados Unidos querem “dominar” o Brasil e mais entender quais interesses norte-americanos existem no país — e como eles se relacionam ou entram em conflito com os interesses brasileiros. Isso aparece de maneira especialmente clara quando olhamos para China e Estados Unidos. A China é hoje o maior destino das exportações brasileiras. Excluir ou reduzir artificialmente relações econômicas com Pequim teria consequências relevantes para o Brasil. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos continuam sendo fundamentais em investimento, tecnologia, comércio e relações políticas. O desafio brasileiro é transformar essa competição entre grandes potências em margem de negociação, e não em dependência automática de um dos lados. Na parte final, discutimos a quem interessa um Brasil de instituições enfraquecidas. Essa questão passa também pelas Big Techs. Empresas como Google, Meta, X, Amazon e Microsoft possuem enorme poder sobre dados, comunicação, inteligência artificial e infraestrutura digital. O Brasil, assim como a União Europeia e outros países, vem discutindo até onde essas empresas devem ser reguladas. Quando governos estrangeiros defendem suas empresas nacionais contra regras adotadas por outros países, regulação digital deixa de ser apenas uma questão econômica e passa a fazer parte da geopolítica. Um país capaz de aplicar suas próprias leis, regular empresas e negociar com grandes potências possui mais autonomia. Um país institucionalmente fragilizado possui menos instrumentos para defender seus próprios interesses. Por isso, eleições, instituições, recursos naturais, comércio exterior, China, Estados Unidos, Trump e Big Techs acabam fazendo parte da mesma discussão. No fundo, a pergunta que atravessa este episódio é simples: em um mundo marcado novamente pela competição entre grandes potências, quem deve definir o futuro do Brasil? #Eleições2026 #Brasil #DonaldTrump #EstadosUnidos #Geopolítica