Conjunto Oliveira Muge - A Mãe (1965)
Portugal Vinil
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Conjunto Oliveira Muge - Antologia (1965-1968)
A formação clássica do Conjunto de Oliveira Muge em Moçambique, era formada por José Muge (teclas), António Policarpo (vocalista e viola solo), António Muge (bateria), todos da cidade de Ovar no distrito de Aveiro e José Violante (viola baixo) nascido em Cinfães do Douro mas que vivia em Vila Pery, desde o mês de nascimento. As suas iniciais actuações remontam ao longínquo ano de 1961, onde actuaram ao vivo em Ovar, no Café Progresso e ainda noutras localidades do Distrito de Aveiro, assim como no Porto, nos estúdios da RTP, com um programa em directo e no Rádio Club Português (RCP/Norte).
No início dos anos 60, António Oliveira Muge (já falecido) foi o primeiro a partir da sua terra natal (Ovar) para Vila Pery/Moçambique. Nessas terras de magia e feitiço, António Muge e mais tarde o seu irmão José Oliveira Muge, conjuntamente com António Policarpo de Oliveira e Costa e Victor Montoya, reformularam o grupo. Em 13 de Agosto de 1962, quando partiram do Cais do Sodré para a Beira/Moçambique actuaram no navio Infante, e foram convidados a permanecer nesse barco. Todavia, delicadamente recusaram porque o destino era a Beira onde tinham familiares à sua espera.”
Começaram a notabilizar-se rapidamente, pois com um nível fora do comum, abrilhantavam bailes, festas e outros eventos, tanto na região de Manica e Sofala como em Lourenço Marques. Actuaram também no antigo Rádio Clube de Moçambique (RCM) na sua passagem por Lourenço Marques e mais tarde nos países limítrofes.
Em Outubro, Novembro e Dezembro de 1962, deslocaram-se à antiga Rodésia, onde apresentaram na TV, em directo, o programa “Seven Three Oh Show”, com muita audiência e ainda em hotéis, Clubes de Salisbury e Boite La Boheme.
Em meados de Janeiro e durante o mês de Fevereiro de 1963, actuaram no Quénia, no New Stanley Hotel (Grill Room), em Nairobi e também na TV local.
Em 1964 foi-lhes concedido pela imprensa moçambicana, o primeiro Prémio entre os melhores do ano, o que lhes permitiu percorrerem Moçambique de lés-a-lés.
Chegaram a ser convidados não só para se deslocarem à África do Sul, o que veio a acontecer, como a Londres e a Chicago e só não assinaram os contratos para as digressões porque não quiseram enveredar pelo profissionalismo. Ainda em 1965, depara-se-lhes o primeiro contacto com o estúdio de gravação da Rádio Aero Club (RAC), onde gravaram o seu primeiro EP. Em 1966, surgiu a hipótese de se deslocarem à África do Sul para gravarem nos estúdios da Parlaphone/EMI e será editado, pela Importadora, o 2.º EP, On the Road with Oliveira Muge, onde estava incluída a faixa “A Mãe”, da autoria de António Policarpo.
Era a época do Pop/Rock (Rock e Twist), no entanto o seu repertório baseava-se essencialmente na música italiana, espanhola e francesa (eram exímios).
Foi nessa época considerado um dos melhores conjuntos de Moçambique, de grande qualidade musical. Venderam inúmeros EPs e as suas canções passavam imensas vezes nas rádios. Os seus EPs gozavam de grande popularidade, colocando-se entre os tops dos 10 mais vendidos. O tema “A Mãe” foi das canções mais solicitadas pelos militares em Moçambique, no período da Guerra Colonial.
Em 1969 regressaram temporariamente a Portugal, onde actuaram em bailes de Carnaval de Ovar.
Entretanto decorria a Guerra Colonial. O grande êxito do compositor Policarpo Costa era a “A Mãe”, um tema sentimental que lembrava a separação, a dor da partida, a distância das famílias e os militares e acima de tudo, as saudades que os militares tinham das suas “mães”.
De regresso a Moçambique, o conjunto manteve-se activo até cerca de 1974. Regressaram em 1976, por altura da Independência de Moçambique. Como teria dito a cançonetista portuguesa Maria de Lurdes Resende que trabalhou com este conjunto, “ O conjunto de Oliveira Muge é um agrupamento de muita categoria”. Sem dúvida, de categoria internacional! Posteriormente, em Julho de 1976, o grupo reapareceu actuando durante vários anos no Re