Ponte Rio–Niterói: 13 km sobre a baía, e uma conta de mortos que nunca fechou
Arquitetura do Impossível
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Ponte Rio–Niterói: 13 km sobre a baía, e uma conta de mortos que nunca fechou
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A Ponte Rio–Niterói ainda não existia, e já tinha matado oito homens, num teste para provar que ela ia ficar de pé.
São mais de 13 quilômetros sobre a baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com um vão de aço de 300 metros a 72 metros de altura. Este vídeo conta como ela foi erguida: por que não podia ter nem um metro a mais, entre os navios de petróleo e os aviões do Galeão e do Santos Dumont; como se apoia uma ponte numa rocha a 50 metros abaixo do mar; o teste que desabou em 1970; por que o governo tomou a obra da própria construtora; os homens que trabalharam sob ar comprimido; e a peça do meio, feita na Inglaterra e erguida do mar com macacos hidráulicos.
E a conta que ninguém fechou: quantos homens morreram nela. Onde a fonte falta, o vídeo diz que falta.
CAPÍTULOS
00:00 Oito mortos antes da ponte existir
00:13 A ponte sobre a Guanabara
01:04 Cem anos de baía sem ponte
01:52 A ponte do regime
02:44 Entre o navio e o avião: 72 metros
03:30 A rocha 50 metros abaixo do mar
04:30 O teste de 1970
05:28 O governo toma a obra
06:15 A fábrica de aduelas no Fundão
07:04 Os homens da ponte
07:47 O ar comprimido
08:50 O vão de aço que veio da Inglaterra
09:40 A ficha da obra
10:40 A conta que não fecha
11:47 4 de março de 1974
12:12 Os mitos
13:08 Cada chapa medida
14:17 No próximo: a Ponte do Brooklyn
O QUE ESTE VÍDEO NÃO AFIRMA
— Quantos morreram: 33 é o número oficial, sem documento achado; as outras contas vão de 18 a "até 400".
— Que o acidente de 1970 foi censurado: ele saiu nas capas do dia seguinte.
— Quantos operários tiveram doença de descompressão: os estudos vão de cerca de mil a dezenas de milhares.
— O custo final: as fontes divergem; todas ficam várias vezes acima do autorizado.
— Que houve operários concretados nos pilares: é relato, sem nome nem documento.
FONTES PRINCIPAIS
Lei 5.512/1968: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/...
Decreto 68.110/1971: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/...
P. H. P. Campos, "A ponte da ditadura", Tempo, 2025: https://www.scielo.br/j/tem/a/x8Drb8q...
IBRACON, Concreto & Construções 113, 2024: https://www.ibracon.org.br/Site_revis...
H. J. Graham (HNTB), TRR 607, 1976: https://onlinepubs.trb.org/Onlinepubs...
LICENÇA E CRÉDITOS
LICENÇA DESTE VÍDEO
Este vídeo contém material sob Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual e, por isso, é distribuído sob a mesma licença:
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CRÉDITOS DE IMAGEM
As imagens abaixo foram recortadas, redimensionadas e tonalizadas para o formato do vídeo.
CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/...
Diego Baravelli (x2); Mike Peel (www.mikepeel.net); Raffael Paranhos; Sergio Ricardo Ribeiro
CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/...
Vani Ribeiro; Rodrigo Padula; Jorge Colares; Halley Pacheco de Oliveira
CC BY-SA 2.0 (https://creativecommons.org/licenses/...
Juliana Swenson
CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/...
Andrevruas; Wanderson S. Dantas; HVL
CC BY 2.0 (https://creativecommons.org/licenses/...
Gian Cornachini; Marinelson Almeida - Traveling through Brazil; Rodrigo Soldon; Jorge Andrade
CC0 (https://creativecommons.org/publicdom...
Wilfredor
Domínio público:
Jet Lowe (x2); e outros
Diagramas e cartelas: arte do canal.
Filmagens do Storyblocks, sob licença.
Cenas marcadas RECRIAÇÃO foram geradas por IA. A narração é sintética.
ARQUITETURA DO IMPOSSÍVEL
Toda semana, uma obra que não deveria ter ficado de pé.
No próximo: a Ponte do Brooklyn, em Nova York. Homens a quase 24 metros abaixo do rio, dentro de uma caixa de ar comprimido, e o engenheiro-chefe que adoeceu com eles.
Canal: / @arquiteturadoimpossível
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