CONTINUE A CAMINHADA
LeanDrox
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CRÉDITOS:
LETRA: LeanDrox
MUSICA: Meu amigo IA
EDIÇÃO: LeanDrox
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LETRA:
[Verso 1]
Olha só... mais um retrato na vitrine emoldurada,
lapidando a própria face pra caber na madrugada.
Vestiu mantos emprestados, coroou falsa nobreza,
confundiu obediência com virtude e fortaleza.
Coleciona calendários, mas esquece a travessia,
reza diante do espelho esperando profecia.
Carregando manuscritos redigidos por terceiros,
chama grilhão de abrigo... chama jaula de celeiro.
Cada passo milimétrico confirma o cativeiro,
cada gesto calculado alimentando o carcereiro.
Enquanto vende a garganta por migalhas de atenção
vai trocando o infinito por notas de papel na mão.
[Refrão]
Quebra teu nome escrito pelas mãos de outro alguém, não nasceu pra ser reflexo, nem viver dizendo "amém". Quando o mundo pedir tua cabeça abaixada... sorri e continua a caminhada.
Quebra teu nome escrito pelas mãos de outro alguém, não nasceu pra ser reflexo, nem viver dizendo "amém". Quando o mundo pedir tua cabeça abaixada... sorri... e continua a caminhada.
[Verso 2]
Tem muito rei sentado sobre trono de papel,muito santo vendendo ingresso pro próprio céu.Muito mestre apontando o norte da multidão,sem nunca ter perdido o mapa da própria mão.
Tem muito pastor sem conhecer o próprio pasto,muito forte escondendo o medo atrás do cargo.E você...ainda perguntando se pode sonhar, Quem pediu permissão morreu antes de tentar.
[Verso 3]
Vejo tronos sustentados sobre tábuas apodrecidas,
vejo mantos perfumando consciências corroídas.
Vejo púlpitos dourados recitando ferrugem,
vendem bússolas quebradas como rota da virtude.
Mercadores de miragens distribuindo calmaria,
engarrafam horizontes e chamam isso de guia.
Há pastores sem deserto, navegantes sem maré,
ensinando liberdade com correntes nos pés.
E você ainda mendiga autorização pra existir,
como estrela consultando se já pode reluzir.
Quem negocia a própria chama por um banco na plateia
vira sombra ofuscada escondendo a própria ideia
[Refrão]
Quebra teu nome escrito pelas mãos de outro alguém,não nasceu pra ser reflexo, nem viver dizendo "amém".Quando o mundo pedir tua cabeça abaixada, sorri e continua a caminhada.
Quebra teu nome escrito pelas mãos de outro alguém,não nasceu pra ser reflexo, nem viver dizendo "amém".Quando o mundo pedir tua cabeça abaixada, sorri e continua a caminhada.
[Verso 4]
Agora vejo outro brilho atravessando tua retina,
não procura mais respostas... agora forja disciplina.
Já não beija as fechaduras esperando salvação,
transformou cada algema, matérial de fundição.
As muralhas continuam, mas perderam majestade;
quem cresceu por dentro aprende a diminuir cidades.
Tua voz deixou de ecoar corredores emprestados,
agora finca o próprio nome nos penhascos elevados.
Já não carrega certezas como muletas enferrujadas;
carrega dúvidas vivas feito espadas afiadas.
Quem atravessa a tempestade sem vender a direção
faz do próprio sangue tinta pra reescrever a criação.
[Verso 5]
Rasga o mapa desenhado pelas mãos do carcereiro,
quem nasceu pra incendiar não foi moldado em cinzeiro.
Quando o mundo exigir tua espinha ajoelhada...
ergue o peito...
e transforma a queda em estrada.
[Refrão]
Quebra teu nome escrito pelas mãos de outro alguém,não nasceu pra ser reflexo, nem viver dizendo "amém".Quando o mundo pedir tua cabeça abaixada,sorri e continua a caminhada.
Quebra teu nome escrito pelas mãos de outro alguém,não nasceu pra ser reflexo, nem viver dizendo "amém".Quando o mundo pedir tua cabeça abaixada, sorri...e continua a caminhada.