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carlos zel - maldito fado

wangiwang

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carlos zel - maldito fado

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wangiwang
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MALDITO FADO Letra: Pedro Bandeira / Álvaro Leal Música: Raúl Ferrão Ele era um bom rapaz, trabalhador Um operário leal, cumprindo o bem Vinte anos de ilusões, brotando em flor E uma terna afeição, por sua mãe Mas um dia fatal, os companheiros Levaram-no á taberna onde parava A malta, dos vadios e desordeiros Dos quais, um á guitarra assim cantava Um fadinho a soluçar Faz de nós afugentar a ideia da própria morte Mata a dôr, mata a tristeza O fado é bendita reza dos desgraçados sem sorte Tem tal dôr e mágoa tanta Quando embala na garganta de quem vive amargurado Que o destino preferido p'ra quem viver dolorido Está na doçura dum fado Esta triste canção, foi mau agoiro Que a vida lhe viera transtornar Tomou gosto á taberna, o matadoiro E em breve, deixou de trabalhar Uma ideia tenaz e doentia Trazia-lhe a cabeça transtornada Chorar, fazia a mãe, quando o ouvia Já ébrio, ao regressar de madrugada