A Vida Que Nunca Tivemos | Fado Eletrônico • Portuguese Fado Electronic
Fado Sentido
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A Vida Que Nunca Tivemos | Fado Eletrônico • Portuguese Fado Electronic
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Fado Sentido
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A Vida Que Nunca Tivemos é um encontro entre a alma do fado português e a energia da música eletrônica contemporânea.
Uma voz feminina, a guitarra portuguesa e uma batida hipnótica se encontram numa Lisboa depois da meia-noite — entre saudade, desejo, memória e a liberdade de continuar.
Porque algumas histórias terminam.
Mas algumas saudades também sabem dançar.
🎵 A Vida Que Nunca Tivemos
🎙️ Fado Sentido
🎸 Fado Electronic / Contemporary Fado
🌙 Portuguese Fado • Electronic • Dance
Se você gosta de fado português, música portuguesa, fado contemporâneo, música eletrônica sofisticada e canções de amor com uma atmosfera cinematográfica, esta música foi feita para você.
Inscreva-se no Fado Sentido e descubra diferentes formas de viver o fado:
fado tradicional, Cinematic Contemporary Fado e Fado Electronic.
🎧 Ouça também a playlist Fado Electronic:
[FUTURA URL DA PLAYLIST]
#Fado #FadoEletronico #FadoElectronic
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A VIDA QUE NUNCA TIVEMOS
Ainda passo naquela rua
onde um dia te encontrei,
a cidade mudou tanto,
mas eu nunca a esqueci.
Havia um banco junto à praça,
duas sombras ao entardecer,
tu falavas de amanhã
como quem sabia acontecer.
Eu sorria e acreditava,
sem saber o que viria,
que algumas mãos, quando se encontram,
já conhecem a despedida.
E o tempo levou os nossos passos,
levou o teu olhar de mim,
mas há promessas que não morrem
só porque chegaram ao fim.
Eu tenho saudades de nós,
daquilo que não aconteceu,
da casa que nunca tivemos,
do abraço que nunca foi meu.
Tenho saudades dos teus dias,
dos meus dias junto aos teus,
de envelhecer ao teu lado,
de sermos dois contra os céus.
E talvez seja essa a ferida
que o tempo não sabe fechar:
não tenho saudades só de ti...
tenho saudades
*da vida que não chegámos a viver.*
Às vezes ouço a tua voz
numa canção qualquer,
e por um instante tão breve
volto a ser aquela mulher.
Aquela que ainda esperava
o teu passo no corredor,
a que guardava dois bilhetes
para um verão que não chegou.
Nunca soube quem ficou contigo,
nem quem te ensinou a esquecer,
mas sei que em alguma parte do mundo
há uma versão minha com você.
E se tivéssemos ficado?
E se o medo não vencesse?
Talvez hoje os nossos nomes
fossem escritos na mesma porta.
Talvez houvesse fotografias,
filhos, domingos, um jardim...
Ou talvez tudo acabasse igual.
Mas eu nunca vou saber.
Eu tenho saudades de nós,
daquilo que não aconteceu,
da casa que nunca tivemos,
do abraço que nunca foi meu.
Tenho saudades dos teus dias,
dos meus dias junto aos teus,
de envelhecer ao teu lado,
de sermos dois contra os céus.
E talvez seja essa a ferida
que o tempo não sabe fechar:
não tenho saudades só de ti...
tenho saudades
da vida que não chegámos a viver.
Porque perder-te foi uma coisa...
mas perder o que sonhámos
foi outra.
Perdi os lugares onde nunca fomos,
as manhãs que nunca chegaram,
as palavras que ficaram por dizer,
e todos os “para sempre”
que nunca tiveram tempo.
E às vezes pergunto à noite:
se eu tivesse ficado...
se tu tivesses ficado...
será que ainda estaríamos
a chamar amor
à mesma história?
Eu tenho saudades de nós,
mesmo sem termos sido inteiros,
das promessas sem testemunhas,
dos nossos sonhos passageiros.
Tenho saudades da tua mão,
da minha mão dentro da tua,
daquela vida tão simples
que nunca chegou a ser nossa.
E se algum dia te lembrares
da mulher que te amou assim,
não penses que ainda te espero...
há muito que aprendi
a viver sem ti.
Mas há uma coisa
que nunca consegui esquecer:
não foi apenas a nossa história
que terminou...**
foi a vida que nunca tivemos.
E talvez seja por isso
que ainda dói...
não por aquilo que perdemos,
mas por aquilo
que nunca chegámos a ter.
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/ @fadosentidoportugal