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As Sete Dores de Maria (Nossa Senhora das Dores - memória litúrgica 15 de Setembro)

Salve Rainha

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As Sete Dores de Maria (Nossa Senhora das Dores - memória litúrgica 15 de Setembro)

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Salve Rainha
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Mãe, nenhum dolo havia em teu coração, E mesmo assim, dores tivestes que enfrentar. No templo antigo, o velho Simeão Viu a Luz do mundo em tuas mãos. Mas profetizou, com grande pesar, Que uma espada tua alma iria transpassar. Às pressas para o Egito precisaste fugir, Para a vida do Menino preservar. Pelo deserto, entre o calor e o frio, Com tantos perigos a te cercar. Seguiste confiando no Senhor, Sem saber onde ir, sem saber onde parar. Oh, Mãe das Dores, coração ferido, Onde o pranto do mundo foi recolhido. Sete espadas ferindo Teu coração imaculado, Entre a terra e o céu, em um silêncio sagrado. Três dias de angústia, a terceira ferida, Buscando o Menino, a luz de tua vida. O encontras entre os sábios da lei, Mas sabes que há um propósito além. Anos mais tarde, a quarta dor vem, Na Via-Crúcis, em Jerusalém. Teus olhos encontram o Filho a sangrar, Um peso que o mundo não pode carregar. Oh, Mãe das Dores, coração ferido, Onde o pranto do mundo foi recolhido. Sete espadas ferindo Teu coração imaculado, Entre a terra e o céu, em um silêncio sagrado. A quinta espada, no alto da cruz, A morte abraça a tua doce Luz. Ao pé do madeiro, de pé a sofrer, Vendo o Autor da Vida morrer. A sexta dor desce no entardecer, O corpo sem vida te dão pra acolher. A Pietà chora, seu pranto rolando, O Filho de volta em teus braços descansando. A sétima espada encerra o Calvário, A pedra que fecha o frio santuário. A dor da saudade, a noite fria, Mas a fé silenciosa aguarda a luz do dia. Oh, Mãe das Dores, coração ferido, Onde o pranto do mundo foi recolhido. Sete espadas ferindo Teu coração imaculado, Entre a terra e o céu, em um silêncio sagrado. Oh, Mãe das Dores, coração ferido, Onde o pranto do mundo foi recolhido. Sete espadas ferindo Teu coração imaculado, Entre a terra e o céu, em um silêncio sagrado.